Foi num ambiente de festa e euforia que a banda bracarense, Days of July, entrou em palco na primeira noite da Receção ao Caloiro’13, no Pavilhão Multiusos de Guimarães. Com pouco tempo de existência, a banda é constituída por Joana Jorge (JJ) na voz, Ana João na bateria, João Figueiredo (JF) no baixo, Francisco Carvalho (FC) e Jorge Cruz na guitarra. Esta foi a primeira vez que a banda pisou um palco de grande dimensão e com “um som espetacular”, confessou a vocalista, Joana Jorge.

O que acharam do concerto e do público?

JJ – Achei que o público estava a contribuir muito para o concerto, por acaso não estávamos à espera. O som estava espetacular. Acho que o público também se divertiu, pelo menos foi o que nós percebemos quando estávamos em cima do palco. As expetativas eram altas, devido ao facto de o palco ser excelente e o número de pessoas presentes ser elevado, mas foram superadas.

O que sentiram quando foram convidados para pertencer ao cartaz deste evento académico?

JJ – A banda existe há relativamente pouco tempo, desde outubro de 2012, e não estávamos à espera de ser convidados para este evento, mas ficamos muito felizes, obviamente.

Como surgiu este projeto?

JF – Eu já tinha a ideia de fazer qualquer coisa. No início queria algo dentro do post-rock. Sabia que tinha de ter voz, ser algo muito ligeiro e fluido. Conheci a Joana, acidentalmente, num evento da Escola Secundária Carlos Amarante, trocamos umas ideias, e no final do verão falamos com mais pessoal, decidindo, assim, fazer uma banda. A primeira pessoa que convidamos foi a Ana João para baterista. A partir de janeiro/fevereiro começamos a fazer música e convidamos dois guitarristas (Francisco Carvalho e Jorge Cruz). Depois em maio, demos o primeiro concerto no Theatro Circo.

E já tinham um público específico quando começaram a criar este projeto?

FC – Quando se faz música não se quer restringir o tipo de público a que é destinada. Quer-se, simplesmente, fazer música para o maior número de pessoas. Não fazemos música só para pessoas jovens, até esperamos que sejamos ouvidos por pessoas de 70/80 anos e que vibrem ao som dos Days of July. Amanhã e depois. Não queremos restringir.

Por que razão a banda se chama Days of July?

JJ – Os dias de julho são os dias mais quentes do ano e como queríamos que a nossa sonoridade remetesse as pessoas para dias de calor, dias mais frescos e alegres, então decidimos criar um nome que transmitisse isso. O nosso objectivo é transmitir, com a nossa música, alegria e boa disposição. Queremos que as pessoas ouçam a música e imaginem paisagens bonitas.

Quais são as influências musicais?

FC – Nós temos várias influências, até porque viemos de mundos diferentes: a minha onda é rock, o Jorge também tocava post-rock, o João também já tocava rock do bom e do pesado, a Joana vem de uma onda mais pop, mas gosta muito de post-rock. As nossas músicas são muito variadas. Claro que temos bandas de referência e que nos acompanham todos os dias a todos, como os Explosions in the Sky e os And So I Watch You From Afar. Nós também vamos buscar sonoridade a temas mais conhecidos. Não somos muito restritos neste campo.

Consideram que Braga apoia as novas bandas e que é um sítio para crescer enquanto banda?

FC – Nós tivemos sorte, porque temos sítios para ensaiar, temos pessoas que nos apoiam, tivemos malta que nos ajudou, portanto, tivemos sorte nesse sentido. Faltam condições para as bandas ensaiarem e se lançarem no mercado da música, mas Braga é uma cidade jovem e inovadora, por isso não é assim tão má quanto isso.

O que é que sentiram quando pisaram um palco pela primeira vez?

JJ – Nós não estávamos à espera de começar atuar tão cedo. Quando tocamos, em público, a primeira vez tínhamos cerca de 5 meses de existência. Estávamos receosos, porque não sabíamos como é que o público ia reagir. Como íamos tocar originais, havia aquele receio de as pessoas não estarem recetivas. Por outro lado, estávamos ansiosos para nos apresentar ao público.

Ainda sentem esse nervosismo sempre que entram em palco?

JJ – Depende. Normalmente sentimo-nos nervosos quando as expetativas são muito grandes, quando sabemos que vamos ter de tocar para mais pessoas. Neste caso, foi a vez que estávamos mais nervosos, porque o palco é enorme, íamos ter mais pessoas a ver do que o normal. Quanto mais pessoas estiverem presentes, maior é o nervosismo da nossa parte.

Já têm agendado o próximo concerto?

JJ – No final deste mês ou em novembro, vamos parar para gravar um EP (extended play), por isso só devemos voltar a tocar para o ano. Depende como as coisas correrem.

E já tem nome?

FC – (Risos) Ainda não. Sabemos o que queremos gravar, o que vamos gravar, está tudo muito bem planeado, assim como também sabíamos que, se calhar, este era o último concerto que íamos dar. Não queremos gastar os créditos todos antes de ter um disco, porque, depois de o ter, queremos correr palcos maiores. Mas esperemos que o disco chegue às pessoas e que estas se interessem por aquilo que nós temos para lhes dar.

Qual é o segredo do vosso sucesso?

FC – Todos nós somos muito empenhados nisto, somos muito trabalhadores, ensaiamos bastante. E fazemos com que o nosso produto chegue da melhor forma às pessoas, portanto queremos tocar bem e ter, acima de tudo, confiança. Somos muito unidos e achamos que isso faz com que a música saia coesa e que a mensagem passe bem para fora. Ou seja, é a junção do trabalho árduo com a união entre nós que faz com que consigamos ter algum sucesso.