Realizou-se, ontem, 27 de novembro, na Universidade do Minho (UM), o debate entre as três listas candidatas à direção da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). Para representação das listas e em defesa dos seus programas eleitorais, estiveram presentes os três candidatos à presidência da direção da AAUM: Carlos Videira, atual presidente da associação e líder da lista A, Luís Masquete, da lista B e Edgar Carvalho, da lista C.

Os três candidatos começaram por apresentar as suas posições face ao tema “ação social: papel da AAUM”, dando a conhecer as ações de cada lista, atendendo à situação económica do país e aos cortes aplicados no setor da educação. Edgar Carvalho levantou a preocupação do abandono dos estudos a nível universitário, do corte de bolsas de estudo devido às dívidas dos estudantes e, ainda, o atraso no seu pagamento, no qual considera que “se verificam grandes processos burocráticos”. Já Luís Masquete argumentou: “não nos podemos focar em ações de solidariedade”.

A não subida do valor das propinas, a diminuição do valor da senha da cantina, assim como do valor do transporte, foram alguns dos argumentos utilizados por Carlos Videira para ilustrar o que conseguiu a equipa, que ainda dirige a AAUM, relativamente às questões sociais. “Temos que alargar a malha no que diz respeito à ação social”, prometeu o candidato da lista A, como algo a concretizar no futuro.

O tema das “quintas-feiras negras” também foi alvo de discussão. O atual presidente da AAUM frisou o facto de terem sido cumpridos os objetivos estabelecidos e com mais sucesso do que esperavam.

Relativamente ao desenrolar do debate, Carlos Videira lamentou “que o debate tenha resvalado, em alguns momentos, para questões que não eram o essencial da discussão, que se tenham feito acusações graves sobre aquilo que é o trabalho de dirigentes”. Já Luís Masquete avaliou o debate como “muito produtivo”, ressalvando que foram debatidas “questões muito pertinentes”. Para Edgar Carvalho a discussão não foi “saudável”“A lista A refuta tudo o que os outros dizem apoiados em documentações que sabe-se lá de onde é que vêm”, justificou o candidato da lista C.

Ao longo do debate, observou-se um claro confronto das listas da oposição B e C, relativamente à lista A, visível nas declarações de Luís Masquete: “Houve de facto uma coisa em comum [no debate] que foi duas listas, a B e a C, num ataque forte à AAUM; um ataque que era evidente, necessário e que já sabia que ia acontecer”. Para o candidato à lista B, Carlos Videira “tenta esconder e fugir às perguntas com argumentos, parte deles, não verdade, como por exemplo a filiação de membros do AGIR a partidos políticos”.

Nesta linha de ideias, Edgar Carvalho mencionou que a intervenção da lista B foi “bastante oportuna”, acrescentado que “a lista A continua a tentar defender a posição deles sobre factos que até poderia dizer imaginários”.

“Um desconhecimento grande face aquilo que é a estrutura da associação académica, face aquilo que é a sua missão”, foi assim que Carlos Videira classificou as intervenções dos outros candidatos.

Diferentes são também as expetativas dos candidatos para estas eleições, marcadas para dia 3 de dezembro. Carlos Videira espera “uma vitória à primeira volta, (…) reforçada em termos de percentagem face à do ano passado”. Luís Masquete sublinhou que “a campanha continua até domingo” e que vão “continuar a fazer campanha”. Já Edgar Carvalho mostrou o desejo de que a lista vencedora “seja eleita com legitimidade”.

Alexandra Delgado
Daniela Soares