Edgar Carvalho candidata-se à presidência da direção da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), pela lista C. A frequentar o 1º ano do curso de Ciência Política, o estudante destacou, em entrevista ao ComUM, como objetivo “uma mudança real e verdadeira das reformas da política educativa”. O líder da lista destaca ainda uma intervenção urgente no departamento social, dada a conjuntura atual do país.

O que te motivou a apresentar a candidatura à direção da AAUM?

O que nos levou a apresentar, não só eu como presidente, mas a lista C no seu total, foi a clara consciência de que a AAUM necessita urgentemente de uma renovação dos corpos dirigentes assim como as suas políticas e planos de ação.

Quais são as linhas orientadoras da tua lista?

As linhas orientadoras da lista C são e serão sempre em prol do estudante, na vanguarda dos seus interesses e possíveis, futuras lutas estudantis, como órgão representativo e voz de toda a população estudantil desta academia.

Que objetivos pretendem alcançar?

Os nossos objetivos são claros: uma mudança real e verdadeira das reformas da política educativa, assim como uma voz forte e corpo coeso entre AAUM e estudantes, mantendo sempre ao máximo a transparência e veracidade na sua relação.

Que inovações pretendes incluir no seio da AAUM?

Como já referi anteriormente, e mesmo aos outros membros de comunicação social académicos, penso que a maior inovação que se poderá apresentar logo à partida, é uma aproximação aos estudantes com o intuito de ouvir as suas opiniões e gerar a discussão dos problemas que os atormentam. Mas como fazer isso? Será com certeza através dos restantes departamentos, como o cultural e desportivo, mesmo em ações de índole lúdica, que iremos atuar na ordem de aproximação ao estudante, seja para fins informativos, como para qualquer outro fim.

Quais são as principais ideias para os diferentes departamentos da AAUM?

Iremos apresentar todo um programa abrangente desde eventos culturais e desportivos até a eventos de cariz social. Temos desde já como prioridade, no âmbito cultural, a organização de vários eventos ao longo do ano, com o objetivo de dar também a conhecer aos estudantes os grupos culturais existentes, não só as tunas como também outros movimentos culturais dentro da nossa academia, desde bandas a artistas de artes performativas, entre outros.

Que áreas merecem uma intervenção urgente?

Na nossa ótica, as áreas que necessitam intervenção urgente são, sem dúvida, o departamento de ação social, dado o estado do ensino superior em Portugal. A cada dia que passa desistem em média seis estudantes do ensino superior no país, sendo que a UM é a universidade com o valor da propina mais elevado. Este departamento merece especial atenção por parte da AAUM e deve ser posto em prática o programa de ajuda a estudantes carenciados, projeto este que irá sem dúvida ser continuado por nós, com outra forma de ação no terreno.

Como avalias o desempenho da atual associação académica e do seu presidente, Carlos Videira?

A atual AAUM presidida por Carlos Videira não tem outra forma de adjetivação, pelo nosso ponto de vista, senão inércia. Inércia é a palavra que mais bem a caracteriza, pelo menos nos aspetos que realmente interessam os estudantes, porque a nível lúdico, nada a apontar, esta associação sempre teve “queda” para a comissão de festas e, nesse campo, são muito bons. Existe falta de comunicação e exemplo disso foi o caso da Reunião Geral de Alunos (RGA) que teve lugar no início do ano letivo, em que nem sequer estiveram presentes 100 alunos. Que representação tem uma RGA com 100 alunos num universo estudantil tão vasto? Outro exemplo foi o caso das “quintas-feiras negras”, em que se limitaram a distribuir flyers, quando o que ficou em ata da RGA foram três grandes lutas do [ensino] superior a nível nacional, entre outros.

Achas que tens o necessário para estar à frente da AAUM?

A lista C tem os seus ideais e penso que são estes que os estudantes necessitam, de uma AAUM verdadeira e real, presencial e não inerente! Sim, acho que a lista C tem o que é necessário para presidir a AAUM.

Andreia Cunha
Carolina Guimarães