Homem do jogo:

Lima

Trocou o Minho pela capital em 2012 e no regresso a uma casa onde já foi feliz, voltou a decidir o jogo. Já o tinha feito na primeira vez que jogou pelas ‘águias’ em solo bracarense para o campeonato – um golo na vitória (1-2), em janeiro de 2013. Não assinou uma grande exibição, mas o golo por si só deixa-o no plano de destaque. Aos 83 minutos, tentou a ‘nota artística’ num chapéu a Eduardo, mas a bola saiu por cima. Eficaz e oportuno.

 

Em cima:

Rúben Micael

Encheu o (meio) campo. Muito certo no momento de passe, conseguiu encontrar espaço no miolo adversário e superiorizou-se ao sérvio Fejsa ao longo dos 90 minutos. Costuma-se dizer que os bons jogadores aparecem nos jogos mais difíceis. Hoje, Rúben Micael deu o exemplo. Contudo, para ajudar o Braga a chegar à Europa, precisa de mais regularidade. O mesmo serve para a sua luta pessoal por um lugar na convocatória para o Mundial.

Rodrigo

Apesar de ter falhado a grande penalidade nos descontos, que daria a tranquilidade ao Benfica, esteve em bom plano no Axa. Fez parecer fácil o futebol no lance em que passou por Santos e assistiu Lima para o único golo do jogo. De resto mostrou, mais uma vez, fazer uma dupla equilibrada e eficaz com o brasileiro, nesta altura decisiva da época.

Eduardo

Não foi um grande jogo e o Braga podia ter pontuado. Mas também podia ter perdido por dois ou três golos. O internacional português salvou a equipa em momentos decisivos e, até ao apito final, deu alguma esperança aos minhotos. Nos últimos dez minutos, evitou o golo a Markovic e depois a Lima. Já nos descontos, na grande penalidade de Rodrigo, evitou o 0-2 com uma defesa de topo a um potente remate do espanhol.

 

Em baixo:

Tomás Dabó

É jovem e pode ter um futuro interessante. Mas terá acusado alguma incapacidade, num jogo exigente e com um ‘grande’. Errou quando se pedia para jogar simples. Exemplo disso foi o lance do golo – com espaço e tempo para iniciar uma jogada de ataque, perdeu a bola para Gaitán. A entrada de Miljkovic para o seu lugar, aos 56 minutos, consumou o mau desempenho do jogador. Um jogo não serve de exemplo. Mas certamente que o tempo – a longo prazo – tratará de afirmar ou negar as suas qualidades.

Núrio Fortuna

Simplesmente (a)fortunado. A saída de Elderson, em janeiro, abriu-lhe as portas da titularidade. Contudo, as laterais dos minhotos mostram cada vez mais ser um problema que é preciso resolver. Núrio já mostrou algumas qualidades na esquerda. Mas a experiência é, sem dúvida, uma lacuna. Talvez a aposta no jogador de 19 anos seja madrugadora – muito por falta de alternativas no plantel – e está a dificultar a adaptação do jogador ao mais alto nível. Precisa de mais competitividade.

Ver também: SC Braga perde com o Benfica