Homem do jogo:

Tiago Rodrigues

O grande destaque do derby minhoto. Não só pelo belo golo de livre direto, mas também pela forma como se entregou ao jogo ao longo dos 90 minutos. Trabalhador e construtor, Tiago Rodrigues foi uma peça sólida no centro do terreno. Na primeira parte, pôs Eduardo à prova aos 17 minutos e enviou a bola ao ferro, a oito minutos do intervalo. De resto, o médio que voltou ao clube minhoto por empréstimo do FC Porto, entrou para a história ao apontar o golo 50 000 do principal escalão do futebol português.

 

Em cima:

Eduardo

Depois de exibições comprometedoras nos últimos jogos, o guarda-redes voltou em grande após o castigo da semana passada. Com o Mundial à porta, Eduardo manteve o nulo enquanto pôde. Negou o golo a Tiago Rodrigues aos 15 minutos e, já perto do intervalo, assinou duas defesas de grau elevado perante André André e Maazou. Na segunda parte, voltou a encher a baliza perante o avançado nigerino. Só não parou mesmo o livre de Tiago Rodrigues. Evitou, em suma, um resultado mais desnivelado. Resta-lhe esperar para saber se Paulo Bento o chamará para a viagem ao Brasil.

André André

Quando pescou este médio na Póvoa de Varzim, o Vitória sabia o ‘peixe’ que estava a comprar. Mais uma exibição de excelência a dirigir o meio campo vimaranense. André André cria, organiza, constrói, estabiliza e inventa. Aos 42 minutos, o seu esforço quase era premiado, numa grande jogada só parada por Eduardo. Na segunda parte, Santos tirou-lhe o ‘pão da boca’ após cruzamento de Maazou, aos 72 minutos. Foi o último a obrigar Eduardo a trabalhos, com um remate espontâneo do lado direito, já nos descontos.

Jean Barrientos

Não foi titular, mas saltou do banco a frio aos seis minutos e aqueceu rapidamente o desafio. Foi pelos pés do uruguaio que o Braga mais tremeu na zona defensiva. A velocidade e capacidade de drible do nº10 do Vitória deixaram Miljkovic em sentido. O médio deu o sinal para o único golo da partida, num remate perigoso aos 54 minutos. Uma mais-valia no plantel vimaranense e para o treinador Rui Vitória.

 

Em baixo:  

Moreno

Entrou para o lugar do lesionado Éderzito aos 56 minutos, mas foi incapaz de se impor no ataque bracarense. O colombiano mostrou pouca garra, talvez apanhado numa onda de um jogo de final de época. Aos 81 minutos, Joãozinho colocou-lhe uma bola perfeita na cabeça, mas esta só parou na bancada. Num jogo onde nada havia a perder ou a ganhar, Moreno podia ter mostrado mais para merecer uma aposta mais regular no emblema vermelho e branco.

As quatro lesões

Numa tarde solarenga em Guimarães, o final de época mostrou a normal fadiga e esforço de toda uma época. De tal modo que das seis substituições feitas, as primeiras quatro foram devido a lesão. Primeiro foi Malonga, logo aos seis minutos. Pardo foi o senhor que se seguiu, não chegando a cumprir 45 minutos em campo. Já na segunda parte, Éderzito e Alex também acusaram a acumulação de minutos nas pernas. Foi mesmo o ponto mais negativo do dérbi.