O Gil Vicente bateu o Real Massamá por 2-1, em jogo a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal. A equipa orientada por José Mota teve de batalhar muito para alcançar a vitória, diante de uma formação do Real aguerrida, que lutou com todas as armas que possuía para evitar a eliminação.

A turma gilista entrou bem na partida, impondo um ritmo forte que encostou às cordas a equipa de Massamá. No entanto, os galos não foram capazes de aproveitar a superioridade evidenciada, já que além de revelarem enormes dificuldades para criar oportunidades flagrantes de golo, demostraram alguma falta de critério na construção dos seus lances ofensivos.

Com o desenrolar do desafio, a equipa do Real começou a apostar em transições e contra-ataques rápidos, criando desequilíbrios na defesa gilista e chegando mesmo a obrigar Adriano a duas defesas apertadas.

Os avisos do Real não ficaram por aqui, já que à meia hora de jogo, os comandados de Rui Sousa criaram a primeira grande ocasião de golo do encontro. Na sequência de um canto, Fati consegui desenvasilhar-se da marcação, cabeceando para uma fantástica estirada de Adriano.

Apesar dos sustos provocados pela formação dos distritais de Lisboa, o Gil Vicente pouco fez para modificar a sua atitude, continuando a explorar ineficazmente as debilidades defensivas do seu adversário. Posto isto, foi, sem surpresa, que se chegou com o 0-0 ao intervalo.

Na segunda parte, José Mota lançou Marwan no desafio, procurando colocar mais uma referência ofensiva junto da área contrária. A aposta no egípcio viria a revelar-se completamente acertada, já que a turma gilista passou a criar mais perigo junto da baliza de Marco, que ia segurando o nulo no marcador.

Seria neste tónico que o Gil Vicente, aos 67 minutos, chegaria finalmente à vantagem. Diogo Viana conseguiu escapar pela ala e só teve que assistir para Marwan inaugurar o marcador.

Quando tudo fazia prever que a vitória já não fugiria à equipa de Barcelos, o Real, que já mostrava alguns sinais evidentes de cansaço, chegou ao empate. Desconcentração da defesa gilista oferecendo muito espaço a Fati que não desperdiçou a oportunidade de restabelecer a igualdade.

Com o fim do jogo a aproximar-se e já com o prolongamento a pairar na mente dos jogadores, Diogo Viana, na sequência um lance confuso iniciado por Simy, colocou o Gil Vicente na quarta eliminatória da Taça de Portugal, fazendo suspirar de alívio os adeptos gilistas.