Milão tem muito que se lhe diga. Digamos que é uma cidade que se estranha, mas depois se entranha. Não há volta a dar.

Já foste. Ainda há um mês a lágrima baloiçava no canto do olho, com a sombra do medo a acompanhar-nos rumo ao desconhecido. Hoje, percebemos que o que parecia difícil era na verdade bastante simples. Adaptámo-nos ao ritmo fervoroso de uma cidade extremamente cosmopolita e às adversidades do quotidiano italiano. Erasmus é isto mesmo. Adaptarmo-nos a uma realidade diferente e abraçá-la como nossa. E entranharmo-nos no multiculturalismo que Erasmus representa por si só.

Curiosamente, os italianos são bastante simpáticos, ao contrário do que se diz por aí. No entanto, o inglês aqui vale muito pouco. Por entre cinquenta ‘Ciao’ ditos por dia (sim porque ‘Ciao’ tem um duplo significado – Olá e Adeus) e uns quantos gestos típicos da cultura, o dia-a-dia é vivido num rodopio por entre os inúmeros transportes que Milão oferece, pelas famosas pizzarias, casas de ‘pasta’, pela imponente zona da Duomo e da Galeria Vittorio Emmanuel e sem nunca esquecer, pela “bella vità” noturna di Milano.

Mas que bella vità! O melhor conselho que podemos dar para quem gostaria de embarcar nesta aventura (em Milão) e tem um gosto particular pelas grandes festas: este é o local ideal. Para além da grande quantidade de eventos/festas que existem para alunos Erasmus durante TODA a semana, existe ainda um leque variado de discotecas, bares e pubs fora do roteiro habitual dos Erasmus.

Mamma mia! Milão é tudo: é uma das maiores capitais da moda, design e arquitetura, tem uma história e cultura invejável face às grandes cidades mundiais e revela-se uma grande anfitriã a todos os que decidem visitar, ou nela residir. Italianos à parte: não há nada melhor do que conhecer “o” português ou um dos nossos conterrâneos espanhóis, na medida em que nos fazem sentir mais perto de casa. Ainda que longe, é sempre bom sentirmo-nos perto.

Carolina Guimarães e Nélson Barbosa