Homem do jogo:

Tello

Resolveu o jogo a favor do Porto. Depois do hat-trick no clássico da semana passada, diante do Sporting, o espanhol voltou a mostrar pé quente na Pedreira. Pelos dois flancos, foi sempre alvo de atenção dos laterais Baiano e Tiago Gomes. Foi dos melhores dos ‘dragões’, acentuando uma exibição positiva com o único golo do desafio. Irrequieto e eficaz.

 

Em cima:

Matheus

De novo a mostrar o porquê de ser um dos melhores guarda-redes do campeonato. Com um voo vistoso, impediu que Tello fizesse o primeiro aos 20 minutos. Só não evitou o golo do espanhol na segunda parte. Contou com a coesão defensiva dos centrais André Pinto e Santos e impôs-se várias vezes nas alturas. É evidente a harmonia entre o brasileiro e o setor defensivo. E se os bracarenses são a terceira melhor defesa do campeonato, muito se deve a esta coordenação e trabalho de equipa.

Marcano

Muito seguro no setor defensivo dos portistas. Conseguiu fazer frente aos vários contra-ataques dos minhotos, evitando que levassem mais perigo para a baliza de Fabiano. Mais uma exibição a fazer valer a confiança de Julen Lopetegui no centro da defesa, depois da habitual titularidade de Martins Indi na primeira parte da época.

Tiago Gomes

Defendeu. Atacou. E fez cortes determinantes. Levou com Tello – principalmente na primeira parte – e mostrou maturidade para jogos de maior exigência. Soube subir pelo corredor esquerdo quando pôde, auxiliando o ataque bracarense. Um verdadeiro operário.

Aboubakar

A frio, o camaronês entrou para o lugar do lesionado Jackson. Sem aquecer, tirou o colete, pisou o relvado e aproveitou a oportunidade para mostrar serviço. Fez o passe para o golo de Tello e tentou várias vezes a sua sorte. Já perto do final, rematou de forma acrobática para defesa de Matheus. Trabalhador, esforçado e preponderante no lance que deu a vitória ao Porto.

 

Em baixo

Ederzito

Ainda com o nulo na partida, entrou para o lugar de Zé Luís. Teve pouco mais de meia hora para tentar o golo, mas nem de uma oportunidade dispôs. O Braga teve algumas dificuldades pela zona central do ataque e os cruzamentos para a área portista nunca chegaram ao internacional português. Viu-se obrigado a procurar a bola longe da baliza, no auxílio ao meio campo. Sofreu com a eficácia defensiva contrária.

A crónica: Braga guerreiro mas sem sorte