É tempo de balanço. De fechar mais uma pasta. De um ciclo em ComUM. Depois de quase um ano de atividade, o ano letivo de 2014/2015 está oficialmente encerrado. 

Mais tarde, é certo. E aí, desde logo, uma mudança que incutimos em relação a anos anteriores – manter a atividade do jornal durante os meses de verão, ainda que de forma muito mais reduzida. Foi um grande desafio liderar uma vasta equipa este ano. Mais ainda, foi manter o ComUM vivo e ativo, fruto do grande esforço, empenho e vontade de aprender por parte de todos os estudantes que dedicam do seu tempo neste projeto, adquirindo aprendizagem e experiência para a vida pessoal e profissional no futuro.

Um aparte: hoje, muito se fala em mudanças na área da comunicação, não só, mas também muito devido à expansão do online. E da facilidade em ‘criar’ informação, sem que esta seja tratada com real relevância e caráter jornalístico. Não destaco isto para diferenciar de forma positiva o ComUM de outro jornal qualquer. Apenas o faço para dizer que os intervenientes deste projeto são estudantes que, com toda a inexperiência que têm, ganham preparação e vão aprendendo, em simultâneo com o curso, vários métodos necessários e fundamentais no mercado de trabalho. Ganham os princípios-base de como se deve exercer uma profissão na área.

É satisfatório ver que conseguimos introduzir mais novidade. Fizemos os primeiros diretos online e abrimos a secção ‘Grande Reportagem’, com trabalhos jornalísticos de fundo feitos pelos alunos. A acompanhar isto, o reforço na aposta multimédia, bem como da rubrica ‘Lá Fora’, com relatos de alunos da Universidade do Minho que fazem Erasmus.

Numa avaliação individual das secções, Sociedade voltou a mostrar-se preponderante. Entre os temas mais relevantes para a academia, destaque para a maior cobertura in loco de vários eventos e para o rigor e esforço que muitos dos novos elementos fizeram para estar a altura de tratar temas numa secção bastante exigente.

Em Desporto, continuámos a noticiar as equipas minhotas que atuam nos principais escalões de várias modalidades em Portugal. Demos mais atenção ao desporto universitário, fomos em busca de novas histórias e do melhor que os emblemas do Minho foram fazendo ao longo da época.

Atendendo à cobertura de vários espetáculos de renome e olhando sempre aos grupos e espaços culturais da Universidade e da região, o trabalho da equipa de Cultura fez com que se registasse uma evolução muito positiva este ano. Para continuar.

Em Crítica, a qualidade superou a quantidade. O trabalho ficou aquém das expetativas, é certo. No entanto, as poucas reflexões e críticas, quer literárias, quer musicais, mostraram a capacidade desta equipa.

Multimédia, como já referi, foi um apoio constante nas restantes secções, com fotografia e vídeo a caracterizarem ainda mais um jornal que é unicamente online.

Não menos importante foi o suporte do Departamento de Comunicação, bem como da equipa docente que continuou ligada ao projeto, nomeadamente os professores Alberto Sá, Manuel Pinto e Albertino Gonçalves. Todo um trabalho académico, voluntário e de aprendizagem, que sai certamente mais valorizado pelos leitores que nos vão seguindo.

Em setembro, voltamos com uma equipa renovada, da qual voltarei a fazer parte. Vontade? A mesma. Ou maior. De mim e de todos. A inovar e sem esquecer o passado, continuaremos a mostrar o que de melhor se faz por cá. Pelos alunos de comunicação da UMinho. Até breve.