Homem do jogo

Rafa

O jogador que desbloqueasse esta partida teria de receber o prémio de homem do jogo. Rafa foi esse homem que ao minuto 73 rompeu pela defensiva vitoriana e marcou o único golo da partida. Não teve a preponderância de outras partidas no jogo dos bracarenses, mas foi sempre um dos mais determinados. O golo serve de coroação ao jogador que, além de Kritciuk, mais trabalhou pela vitória da turma de Paulo Fonseca.

Em cima

Kritciuk

Se não fosse Rafa era o guardião russo o melhor em campo. Apesar do domínio dos vimaranenses ao longo da partida, Kritciuk foi adiando o golo dos homens da casa com excelentes intervenções. Aos 56 minutos, o russo tirou o pão da boca a Montoya e a Bruno Gaspar, negando o golo que já se festejava nas bancadas. O bracarense mostrou neste jogo a razão pela qual relegou Matheus para o banco.

Sérgio Conceição 

Chegou, viu e não venceu. O técnico português não conquistou pontos, mas certamente impressionou ao lutar pela vitória e assumir o controlo da partida. Sérgio Conceição impôs nesta equipa aquilo que Evangelista nunca soube incutir: agressividade e raça. O treinador puxou destes ingredientes, juntou-lhes a classe individual de alguns atletas e adicionou por fim uma coesão defensiva quase perfeita. No fim, perdeu o jogo mas ganhou uma equipa para o resto do campeonato.

Tozé 

Sem grande surpresa, o criativo formado no FC Porto é a alma deste Vitória. Constrói, passa, finta, desmarca, remata e, faz isto quase sempre bem. Hoje demonstrou desde cedo que era ele e Montoya quem controlavam o ataque dos vimaranenses. O português foi o melhor jogador da equipa de Sérgio Conceição e fartou-se de desequilibrar, quer com bola, quer sem bola, fazendo em água a desfalcada defesa bracarense. Ganhou muitas faltas e saiu, perto do fim, visivelmente desgastado.

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Em baixo

Ricardo Valente

Claramente o elo mais fraco do ataque escalonado por Sérgio Conceição. Muito faltoso, displicente e com pouco a dar ao jogo, surpreendeu ter feito os 90 minutos. Numa noite inspirada certamente assumiria o papel de homem do jogo. Aos 37 minutos, decidiu-se pelo remate mas a bola foi às malhas laterais. Aos 59 minutos, com tudo para inaugurar o marcador após uma excelente jogada do ataque vimaranense, cabeceou muito por cima, sem oposição.

Stojiljkovic e Rui Fonte

Depois do jogo (e do golaço) na última jornada, esperava-se mais do atacante sérvio. Rui Fonte foi também uma nulidade na frente de ataque dos bracarenses. Não criaram perigo, não remataram e não destabilizaram a defensiva vimaranense, ditando a falta de qualidade ofensiva que o SC Braga demonstrou. Os dois avançados preocuparam-se mais em criar conflitos que em jogar futebol e, quando assim é, o resultado nunca pode ser bom.