Francisco Pinto Balsemão foi o convidado que hoje abriu as comemorações dos 25 anos de Comunicação na Universidade do Minho, numa conferência subordinada ao tema “De um país sem televisão privada a um mundo em ebulição comunicacional”. O presidente do grupo Impresa foi precedido no púlpito pelo reitor da UM, António Cunha, e por Aníbal Alves, primeiro diretor da então licenciatura em Comunicação Social.

Numa conversa moderada por Joaquim Fidalgo, Francisco Pinto Balsemão foi apresentado pelo fundador do curso, Aníbal Alves, que relembrou que “a primeira marca de Pinto Balsemão foi a luta pela lei de imprensa e pela liberdade de imprensa.”

Durante a sua intervenção, o fundador do jornal Expresso destacou as mudanças no paradigma da comunicação e a divisão e desgaste da capacidade de atenção do ser humano, provocada pelo “tempo que gastamos nos jogos” e aplicações móveis.

Pinto Balsemão falou ainda do papel da Internet no campo da comunicação e de uma necessidade da democracia se “reformular”, e deu o jornal Expresso como exemplo da necessidade de serem as organizações a adaptarem-se ao comportamento do utilizador. O exemplo foi também válido para o uso das redes sociais para a cobertura da campanha eleitoral para as eleições legislativas deste domingo.

A conferência terminou com algumas perguntas do público, nomeadamente sobre a sustentabilidade das empresas jornalísticas.

Formação nas ciências da comunicação “importante”

Em declarações exclusivas ao ComUM, Francisco Pinto Balsemão realçou que a formação na área das ciências da comunicação precisa de “ter em conta a realidade”. Balsemão disse ainda que a formação deve ser “adaptada ao ritmo alucinante em que tudo isto muda,” declarando também que, se não achasse isto essencial, não teria sido professor da área.

Pinto Balsemão não quis deixar de dizer que os empregadores futuros esperam que as pessoas cheguem preparadas, e que “quem sai daqui tem de ir preparado para fazer jornalismo, mas também gerir uma rede social ou outras actividades que são hoje práticas diárias numa redação”.