Hoje, por várias circunstâncias, assumo a difícil decisão de suspender, de forma oficial, as minhas funções de Diretor do ComUM.

É costume dizer-se, no senso comum, que a vida é feita de ciclos. Que começam, que acabam… sendo que muitos deles acabam por, de uma maneira ou de outra, fazer parte integrante ao longo da nossa vida. Não só pela aprendizagem, como pelo companheirismo. Sem esquecer a experiência pessoal e profissional que deles se retirou.

Entrar no ComUM, no primeiro ano de licenciatura, foi como que uma porta que progressivamente se abriu para um percurso frutífero dentro deste projeto. O defender de uma camisola desde setembro de 2012, que aos poucos acrescentou saber, responsabilidade e sentido de trabalho.

Um período marcante. Um projeto no qual as equipas com as quais trabalhei anualmente acrescentaram sempre algo mais. Olhar para o ComUM no dia em que entrei e olhar hoje é natural e completamente diferente. Por tudo o que os estudantes de comunicação foram produzindo e dando em favor deste projeto. E pelo prazer que me deu em assistir e trabalhar para isso acontecesse.

Acredito, pois, que os estudantes têm feito crescer este órgão de informação académico, num trabalho diário que exige rigor, atenção, imediatismo e isenção, tendo sempre em conta todos os princípios e condutas deontológicas pelas quais se rege o bem informar. Aquilo a que, aqui, chamamos de jornalismo.

Assisti a várias mudanças. Conheci várias equipas. Mas, acima de tudo, tive a oportunidade de crescer aqui dentro. Orgulho-me de tudo. Orgulho-me de, ao longo deste ano e juntamente com todos, termos lançado a secção ‘Grande Reportagem’, na qual se podem ler vários trabalhos jornalísticos de fundo feitos pelos alunos das Ciências da Comunicação. E de, mais recentemente, termos lançado o novo site, objetivo ambicionado desde a direção do ano letivo 2014/2015. No fundo, mostrar o que de bom é feito pelos alunos de comunicação da UMinho.

Em agosto, na véspera de mais um ano letivo, assumi o regresso “com uma equipa renovada”, da qual voltaria a fazer parte. Hoje, porém, torno publica a suspensão de funções em termos diretivos, dado que irei integrar um projeto candidato à direção Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM). Uma decisão, repito, difícil pela ligação a este projeto, mas tomada em completa consciência e tendo em conta o mínimo detalhe. E também porque, mesmo no seio académico, há situações em que princípios éticos incompatibilizam determinadas funções e/ou cargos. Assumo, por isso, o afastamento da gestão da atividade do ComUM e consequentemente do seu planeamento editorial, nomeadamente tendo em conta o período eleitoral académico que se aproxima.

E porque informar é serviço público, a direção será, a partir de hoje, comandada interinamente pelo meu colega Rui Barros, a quem o voto de confiança deixado é total. Até às eleições para a AAUM, serei alheio a toda a atividade do ComUM. Muito pelo respeito editorial e pela essência deste projeto. Após esse período, será conduzida e conhecida a sua definitiva restruturação diretiva, numa fase que será de estabilidade para caminhar sob o lema que guiou e tem guiado o ComUM. Fazer, agir e, sobretudo, pensar diferente.

Independentemente de tudo, o trabalho neste projeto deixou marcas – sempre positivas. Continuarei atento e, sobretudo, com a crença de que este projeto fica em boas mãos. Até já, camaradas!