Depois do sucesso dos EP’s “Lockjaw” (que contou com a colaboração de Flume) e “Thinking in Textures”, Chet Faker apresentou em 2014 o seu primeiro álbum: “Built On Glass”.

O álbum foi muito bem recebido pelos fãs e pela crítica. Prova disso foram as nove nomeações para os “ARIA Music Awards” (“Australian Recording Industry Association Music Awards”), de onde o cantor saiu vencedor em cinco categorias, incluindo “Melhor Artista Masculino” e “Melhor Disco Independente”.

Numa entrevista à ABC Australia, Chet Faker admitiu que a produção deste seu primeiro álbum ficou inteiramente à sua responsabilidade: “Sentava-me no meu estúdio durante seis horas por dia, sete horas por semana. Tinha que ser eu a fazê-lo. Foi o meu primeiro álbum e só se tem um primeiro álbum. Por isso, queria ser eu a fazer tudo.” Assim, e depois de um grande esforço, Chet Faker saiu directamente das paredes do seu quarto para os palcos do mundo.

Num género musical que passa desde o “eletro soul” ao “vintage R&B” e até mesmo ao “eletronic indie”, “Built On Glass” parece apelar aos sentidos e a uma tranquilidade que transporta o ouvinte para uma outra dimensão. Na mesma entrevista à ABC Australia, o músico afirmou que este álbum estava relacionado com “expressar qualidades e defeitos humanos”. “Built on Glass” apresenta uma áurea que anda à volta de sentimentos como o amor, exemplificado na música “Gold”: “You gotta know, I’m feeling love (…)I’ll never love another one, another you”; a reflexão interior, presente em “To Me”: “When you curl up in bed and, just you in your head now, are you living?”, e em “Blush”: “The question stands is there somebody else?”. Também a melancolia e a nostalgia de um passado recente marcam presença no álbum em, por exemplo, “1998”: “We used to be friends, We used to be in a circle, I don’t understand What have I become to you?”

O músico afirmou ainda que este álbum estava relacionado com “expressar qualidades e defeitos humanos” e apresenta uma áurea que anda à volta de sentimentos como o amor, a perda, a solidão, o tédio e a melancolia.

Os fãs portugueses do cantor australiano tiveram a oportunidade de o ver, e ouvir, ao vivo em dois concertos, em Maio no Coliseu de Lisboa, que tiveram lotação esgotada. Chet Faker esteve ainda no último dia do festival “NOS Alive”, num concerto não tão arrepiante quanto nos coliseus, mas ainda assim memorável para os fãs. A tour, que trouxe o cantor a Portugal, foi uma experiência que deixou Faker um pouco “doido”, e que definiu como sendo um pouco “estranha” e “algo novo”.