Homem do Jogo:

João Matos

Há quem o acuse de ser demasiado agressivo, só saber defender ou não ter qualidade suficiente para ser um dos mais utilizados no Sporting. O português continuou a calar os críticos e, além da qualidade a defender, marcou, assistiu e pressionou. Foi uma exibição praticamente perfeita do número 9 do Sporting, que inaugurou o festival de golos no Pavilhão Flávio Sá Leite.

Em cima

Nuno Dias

Era proibido facilitar depois da sofrida vitória do Benfica frente ao Rio Ave. A resposta dos leões foi clara: 7-0. O técnico do Sporting geriu bem o jogo e aproveitou as falhas do Gualtar para dominar sem contestação. Soube pressionar na altura certa e recuar quando necessário, praticamente todas as bolas paradas resultaram em oportunidades de finalização, explorou bem a lentidão dos minhotos e defendeu como ninguém – são já 200 minutos sem sofrer golos para o campeonato. Tudo isto se treina e tem dedo do treinador.

Fábio Lima

O português fez uma exibição de “encher o olho”. Frente a uma equipa incapaz de discutir o jogo, o ala respondeu com qualidade e muita energia em campo. Dois golos, uma assistência e vários passos ao nível dos melhores. Hoje, até a defender correspondeu às expetativas e mostrou que, desde que voltou da lesão, está em grande forma.

Em baixo

Gualtar

Depois da boa imagem que os minhotos deixaram em casa do Benfica, esperava-se mais dos pupilos de José Vasconcelos, que caracterizou a exibição como “incompetente”. A excelente pressão do Sporting não deixou o Gualtar trabalhou como queria, mas a incapacidade em chegar à baliza de Marcão demonstra o mau jogo dos homens da casa. O primeiro remate do Gualtar chega aos 14 minutos, e isso diz muito da exibição da equipa. Muitas perdas de bola, mal a pressionar e com muitas debilidades defensivas, o desfecho não poderia ser outro.