O Braga venceu por 3-2, na tradicionalmente complicada deslocação à Choupana, a “casa” do Nacional da Madeira. Os minhotos até começaram por se adiantar no marcador, mas, num jogo com algumas incidências, só puderam festejar tranquilamente após o apito final.

O Nacional vinha de nove partidas consecutivos sem ganhar e, com apenas 17 pontos no campeonato, encontrava-se na fuga aos últimos lugares. Contudo, de acordo com aquilo que vem sendo habitual nos últimos anos, é esperada uma segunda volta bem melhor do que a primeira.

E por falar em tendências, o Braga não tem sido feliz nas últimas visitas ao recinto dos alvinegros, como lembrou Paulo Fonseca na antevisão. Ele que, em virtude de um período de grande intensidade competitiva, manteve a política de rotações, fazendo entrar em campo cinco caras novas em relação à eliminatória da Taça frente ao Arouca.

Foi, precisamente, uma das “novidades” quem adiantou os “gverreiros”, num período em que a sua superioridade era evidente. Boly, aos 19 minutos, apareceu solto na pequena área, após um pontapé de canto, e só teve de empurrar.

Pouco depois, aos 23’, João Aurélio parecia, também, só ter de encostar, mas um ágil Kritciuk aguentou a vantagem… mas por apenas um par de minutos. Na sequência do lance, Boly converteu-se em vilão: provocou o penalty que Willyan viria a aproveitar e foi expulso por acumulação de amarelos.

Independentemente da desvantagem numérica, o Braga continuou a ser a equipa mais perigosa e, antes do intervalo, ainda aproveitou um livre direto para enviar uma bola ao ferro da baliza à guarda de Rui Silva. Pedro Santos, também ele de regresso ao onze, foi o autor do disparo.

No regresso dos balneários, o ala braguista veio determinado em ajustar as contas pendentes e, depois de arrancar o segundo amarelo a Zainadine, aos 55 minutos, transformou a falta subsequente num golo de belo efeito. A bola passou por debaixo da barreira que, ingenuamente, saltou.

De novo em vantagem no marcador, os homens comandados por Paulo Fonseca procuraram abrandar o ritmo do jogo e empenharam-se em conservar a posse de bola. Ainda assim, não se abstiveram de criar situações para ampliar o resultado. Stoiljkovic, aos 77 minutos, disse sim a um cruzamento de Pedro Santos, fazendo o 1-3.

Quando já se faziam contas a mais três pontos conquistados pelos minhotos, Salvador Agra, aos 85 minutos, reduziu a desvantagem para o Nacional. O golo chegou para intranquilizar o rival até final, mas não teve influência, terminando o jogo com o 3-2, favorável aos arsenalistas.

Consumado o regresso aos triunfos para a liga, o Braga volta a distanciar-se do Paços de Ferreira, assumindo, novamente, o quarto lugar isolado. A próxima jornada traz a receção ao Rio Ave, atual sexto classificado, que hoje perdeu com o Belenenses.