O auditório principal da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, encontrou-se totalmente lotado no passado dia 11 de fevereiro para ouvir a sueca Mikaela Övén, que encantou as mães bracarenses presentes. O espaço, predominantemente composto por mulheres entre os 30 e os 50 anos de idade, estava pronto para a leitura guiada do livro “Educar com Mindfulness”.

Após questionar o público sobre o que entendem por mindfulness e constatar que poucos sabiam, Mikaela, ou Mia para os amigos, esclareceu a dúvida, definindo o conceito como sendo a “observação do momento presente, sem julgamentos nem estereótipos”. Mikaela acrescentou: “Mindfulness é o momento presente de observar o meu interior em todas as situações”. “É estar efetivamente presente neste local sem pensar noutras preocupações”, continuou.

Sendo o mote do seu livro “same, same, only different”, Mikaela pretendeu elucidar os pais de que uma das chaves para a parentalidade consciente passa por termos a noção e, consequentemente, transmiti-la aos mais novos, de que somos todos iguais e todos diferentes.

Ao longo dos 45 minutos, mantendo sempre o discurso num tom humorístico, a sueca deu dicas e conselhos ao público presente, tendo ainda tempo de contar como surgiu este guia para a parentalidade: “É o resultado de muitos estudos meus e de imensos trabalhos com pais”, realçou. “Para além disso, conta também com a minha própria experiência familiar”, declarou Mikaela.

Sempre disponível para responder a perguntas e ouvir as experiências do público, Mikaela reservou 15 minutos no final para a participação do público. Mas quem não teve a oportunidade de participar no tempo destinado às perguntas, pôde aguardar alguns minutos na fila para falar um pouco com a autora ou, simplesmente, para pedir um autógrafo.

Para Adriana Silva, de 34 anos, mãe de um menino de três anos e de uma menina de um ano e meio, os conselhos dados nesta sessão constituíram uma possível mais-valia para a sua relação com os filhos. “É um tema bastante interessante, e acho que que me vai ajudar com os meus filhos”, complementou. Com a correria de viver com duas crianças, Adriana ainda não teve tempo de ler o livro, mas confessa que está “curiosa” e que o vai fazer muito em breve.

Mantendo a mesma linha de opinião, Joana Branco, de 31 anos, já leu uma parte do livro: “Aconselho vivamente! São coisas que fazem muito sentido para mim, as quais já venho a praticar há algum tempo”, reforça a mãe. “É bom ver que existem pessoas interessadas e que se começa a falar mais destas temáticas”, finaliza Joana.

Carolina Pereira

Mariana Pinto