O auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva acolheu, ontem, pelas 15h30, o lançamento do mais recente livro do escritor minhoto José Torres Gomes, intitulado “A Inquietude do Silêncio”. A apresentação da obra ficou a cargo do vice-presidente do Município de Esposende, Maranhão Peixoto, convidado pelo autor natural desta localidade.

O mote da sessão da composição poética, publicada pela editora Lua de Marfim, foi dado pela diretora da instituição, Aida Alves, que congratulou o autor pela “coragem e dedicação que preenchem a obra” e pediu-lhe “atos de socialização em torno da poesia”.

Numa intervenção que arrancou risos da plateia ali presente, José Torres Gomes desvalorizou a sua incapacidade visual e confessou as suas fragilidades comunicativas. Tal facto não o impediu de estabelecer um contacto próximo e íntimo com os presentes e convidou-os, até, a declamar alguns dos 36 poemas presentes na obra.

Em testemunhos ao ComUM, o autor afirmou que “a necessidade de escrita em jeito poético surgiu há muitos anos, mas a dificuldade de passar textos para o computador não permitiu uma publicação mais cedo”. Outra das coisas que José confessou foi o facto de ter até escrito poemas, utilizando um gravador.

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Fátima, colega do autor, não se conteve e conversou um pouco acerca das suas incapacidades visuais e sobre as dificuldades sentidas por pessoas que atravessam diariamente as mesmas dificuldades para conseguirem saborear a leitura de um bom livro.

Ricardo Cardoso

Tatiana Lopes