A Casa das Artes arcuense recebeu, ontem, mais um concerto da décima quarta edição consecutiva do Festival Sons de Vez.

Após as atuações de Mão Morta e David Fonseca, o evento cultural programou para o fecho do mês de fevereiro as atuações de Emmy Curl, uma jovem e compositora transmontana, e A Jigsaw & The Great Moonshiners Band, uma banda conimbricense.

Os primeiros a pisar o palco da Casa foram os multi-instrumentistas Jorri e João Rui e os seus novos parceiros, The Great Moonshiners Band, que aproveitaram para apresentar o seu quarto álbum intitulado No True Magic.

The Great Moonshiners, que distingue-se no panorama musical português nos géneros folk, blues e country, tem uma força expressiva na literatura. Os seus temas utilizam conceitos com grande frieza e angústia sentimental. No decorrer do concerto, o vocalista afirmou que o novo disco transmite a ideia de morte. No entanto, The Great Moonshiners preferem usar o termo “imortalidade” para não deixar o público amedrontado.

Apesar de breve, a atuação dos A Jigsaw & The Great Moonshiners Band deixou a sua marca musical, mantendo a presença dos espetadores para a próxima atuação da noite.

Após a saída da banda, um cenário inspirado na mitologia galaica e lusitana ocupou o palco da Casa das Artes com Emmy Curl. A artista portuguesa, nascida em Vila Real, pisou pela primeira vez o auditório da Casa arcuense e trouxe consigo temas de indie pop.

Catarina Miranda (nome verdadeiro de Emmy Curl) apresentou o seu primeiro álbum, Navia, onde se denota, de uma maneira suave, a fusão entre a melodia acústica e eletrónica . The Arrival, Eurídice, Amory foram alguns temas que a voz dos caracóis ruivos ofereceu. Na reta final, o concerto ficou marcado pelo tema Volto na Primavera.