Cerca de um ano depois da fatídica derrota, por penáltis, frente ao Sporting, o Braga vai repetir a presença no Jamor. Esta é a sexta vez que os gverreiros se qualificam para o encontro que decide o campeão daquela que é a prova rainha do futebol nacional, sendo que o único triunfo remonta há, precisamente, 50 anos.

Para somar mais um marco assinalável na história do clube, os homens de Paulo Fonseca “só” precisaram de empatar, a zeros, nos Arcos – a “casa” do Rio Ave –, já que lhes bastou a vantagem de um golo que traziam da primeira eliminatória, no estádio Axa.

No entanto, não é justo dizer que o Braga se conformou com o nulo no marcador. Fonseca tinha mostrado ambição na conferência prévia, prometendo uma equipa fiel à sua essência. E, em conformidade com o sinal vindo do banco dos suplentes, os jogadores criaram, ao longo da primeira parte, chances para “arrumar” com a eliminatória.

Pedro Santos fartou-se de ameaçar nos primeiros minutos: bastante ativo pela zona central, o extremo apostou na sua meia distância. Numa das ocasiões viu o poste devolver-lhe o remate.

Em seguida, foi Stojiljkovic a fazer desesperar os adeptos minhotos. Isolado na cara de Cássio, o sérvio, primeiro, permitiu a defesa de Cássio e, minutos depois, atirou ligeiramente ao lado.

Na segunda parte o Rio Ave apareceu mais pressionante. Assim, o SC Braga recorreu, sobretudo, a lances de ataque rápido, sem que nenhum deles tenha resultado numa situação particularmente vantajosa.

No sentido inverso, também não se contaram muitas ocasiões. A exceção foi um lance do vila-condense Wakaso, em cima do apito final, em que o remate desajeitado chegou a dar a sensação de golo.

Com um 0-0 e um passaporte para a final na bagagem, o Braga tem agora como rival o FC Porto, vencedor de 16 edições da Taça de Portugal. A partida está agendada para o dia 22 de Maio.