Homem do jogo

Marafona

Enorme exibição do guardião bracarense. Durante os 90 minutos, foi Marafona que permitiu ao SC Braga a hipótese de sonhar em levar pontos do Dragão. Constantemente bombardeado pelo ataque portista, o guarda-redes de 29 anos mostrou que está à altura do desafio e que tem capacidades para voar mais alto, com a primeira internacionalização na mira. Só o tento de Rui Pedro estragou aquela que seria a noite perfeita do número 28 do Braga.

Em cima

Rui Pedro

O herói improvável. Um perfeito exemplo de como um jovem de 18 anos consegue carregar um clube que vale milhões às costas. Oportunista, o jovem avançado aproveitou o momento e marcou um golo que pode ser marcante na época dos azuis e brancos.

Centrais do FC Porto (Felipe e Marcano)

Apesar do mau momento , é importante destacar que o Porto apenas sofreu dois golos nos últimos dez jogos, mantendo a “folha limpa” em oito deles. Este registo deve-se à consistência defensiva oferecida pela dupla de centrais portuense. O brasileiro Felipe é o complemento perfeito para Marcano, que se vai revelando uma das figuras da turma de Nuno Espírito Santo neste início de época menos conseguido dos portistas.

Em baixo

André Silva

O avançado portista esteve irreconhecível na área bracarense. Nos duelos frente Marafona, o guardião minhoto levou sempre vantagem, perante a falta de frieza e lucidez do jovem na finalização. A grande penalidade falhada abalou ainda mais o natural de Baguim do Monte que, nos últimos encontros, não tem sido a referência que a equipa “azul e branca” precisa. Será que Rui Pedro se intromete na luta pela frente de ataque de Espírito Santo?

Ataque do Braga

A expulsão de Artur Jorge não pode servir de justificação para a falta de oportunidades do conjunto minhoto. Durante os 90 minutos (que chegam quase a 100 com as compensações), o Braga não teve uma única oportunidade de golo junto à baliza de Casillas. Perante um dragão ferido, a turma de José Peseiro optou por uma postura mais defensiva, típica de equipas “pequenas”, ao invés de lutar “taco a taco” contra um conjunto que apresentava dificuldades nos últimos jogos. O golo sofrido aos 95 foi o castigo máximo para uma equipa que nunca procurou colocar-se em vantagem no Dragão.