O Vitória SC derrotou este sábado o GD Chaves por 3-2 e mantém-se na luta pelo quarto lugar da Liga NOS. Numa reedição da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, vimaranenses e flavienses protagonizaram mais um duelo impróprio para cardíacos.

A formação minhota chegava a este encontro motivada pelos recentes resultados, mas sobretudo pela hipotética oportunidade de se descolar do Sp. Braga, que terá pela frente um grande desafio frente ao FC Porto. Assim, sem poder contar com Miguel Silva e Rafael Martins, ambos lesionados, Pedro Martins optou por não fazer alterações estruturais, entregando novamente a titularidade a Prince e relegando o capitão Josué para o banco de suplentes.

Por outro lado, Ricardo Soares viu-se obrigado a mexer na sua formação, face à ausência de vulto do castigado Fábio Martins, fazendo entrar Davidson para o lado direito e Rafael Lopes para a zona mais avançada, de modo a dar maior verticalidade e mobilidade ao ataque dos transmontanos.

O Vitória decidiu desde cedo apostar numa postura cínica, entregando a batuta aos da casa, fazendo uma pressão baixa e moderada com ordem de contra-atacar rapidamente e com muitos elementos. Foi assim que, logo aos 12 minutos, Texeira converteu a primeira ocasião clara dos minhotos. Aproveitando uma desconcentração de Nélson Lenho e o facto de Nuno André Coelho ter escorregado, o ponta-de-lança voltou a ser letal e atirou a contar. Volvidos dois minutos, sem deixar a formação do Chaves respirar, Marega arrancou pelo lado direito, leu muito bem o jogo e serviu Hernâni, que rematou em grande estilo e fez o segundo da partida.

Mesmo face à tremenda eficácia dos vitorianos, os homens de Chaves recusavam-se a desistir e encontravam em Renan Bressan o maior impulsionador desta forma de encarar o resultado desfavorável. Dominando completamente a partida, o bielorruso apostava nos remates do meia da rua porém os disparos foram saindo com “pólvora seca”. À passagem dos minuto 30, após canto de Bressan, Ponck subiu ao terceiro a andar mas encontrou a oposição de Douglas.

A oportunidade desperdiçada pelo cabo-verdiano fez acordar os homens vestidos branco que voltaram à carga e retiraram dividendos imediatos. Em mais uma transição rápida, Hernâni saiu em velocidade, adiantou para Marega que fez um chapéu a Ricardo e, já na área, Hurtado encostou de cabeça para o terceiro do desafio.

O Chaves, que não perdia em casa há 14 jogos, regressou dos balneários disposto a alterar o rumo dos acontecimentos, tendo Ricardo Soares povoado a frente de ataque com William e Rafa Lopes e imcubido João Patrão de fazer uma melhor ligação intermediária. Com estas alterações, o Chaves encostou por completo o Vitória às cordas e tanta insistência teria que levar ao golo.

Pedro Tiba deu uma volta sobre si mesmo, encontrou Rafa na área e este finalizou com calma para o 1-3. Ainda os vitorianos reclamavam um fora-de jogo e Douglas já voltava a ir buscar a bola às redes. Davidson fez um cruzamento certeiro para a cabeça de William, que não perdoou e relançou o jogo.

Depois de um conforto de uma diferença de três golos, os vimaranenses sofreram para segurar a vantagem mínima e estiveram prestes a sair de Trás-os-montes com apenas um ponto, não fosse a vontade de Douglas de se tornar novamente herói, opondo-se aos remates de William (84’), Davidson (92’) e Rafa Lopes (93’).

Com este triunfo, o Vitória mantém-se no quarto lugar isolado e aguarda agora por um deslize do rival SC Braga.