A marca ComUM tornou-se, com o passar dos anos, num dos pilares da identidade do curso de Ciências da Comunicação, tendo surgido primeiro como revista, na década de 90, bem no início do curso, e depois como jornal “online”, em 2005, para se assumir como espaço de referência para os estudantes aperfeiçoarem a prática jornalística em situações reais.

Tive o privilégio de liderar a equipa responsável pelo jornal de outubro de 2011 a junho de 2012, mas, neste texto, recordo não esse período, em que o ComUM informou com regularidade, mas o anterior, desde que os novos editores assumiram as respetivas tarefas até as notícias, as reportagens, os artigos de opinião “saltarem” dos ecrãs para os olhos dos leitores.

Em maio de 2011, a renovação era uma necessidade. O então diretor, Paulo Paulos, e alguns dos editores estavam prestes a concluir o primeiro ano de mestrado, deixando de frequentar regularmente a universidade a partir de julho, sensivelmente.

A missão de prosseguir o ComUM recaiu, então, sobre uma equipa maioritariamente composta por alunos do 3.º ano, quase todos com experiência apenas de redação até então, e o verão seguinte trouxe algumas reuniões para planear o trabalho a fazer no ano letivo 2011/12, com pessoas maioritariamente da especialização em Informação e Jornalismo, mas também das Relações Públicas e Publicidade e dos Audiovisuais e Multimédia, bem como o então presidente do GACCUM, o João Gonçalves, que se mostrou sempre disponível no apoio ao jornal.

A primeira prioridade era a mudança do grafismo do nosso “site”, que permanecia inalterado há já alguns anos, e um dos alunos da especialização em Audiovisuais e Multimédia, o Paulo Dias, mais conhecido no curso por “Skipy”, ficou a cargo de surgir com uma proposta mais moderna, mantendo o respeito pela organização editorial desejada pelo resto da equipa.

Tal organização manteve-se praticamente inalterada face aos anos anteriores, respeitando a identidade do ComUM enquanto “oficina de jornalismo” e o legado até aí construído pelas outras equipas que lá passaram.

Com o arranque do ano letivo, o ComUM entrou num contrarrelógio para estar disponível aos leitores no início de outubro. O prazo viria a ser cumprido muito graças ao encontro com os alunos recém-chegados ao curso, logo na primeira semana de aulas. Aproveitando a proximidade que normalmente se cria entre o terceiro e o primeiro ano de quase todas as licenciaturas na UM, pelo menos nos primeiros meses do ano letivo, os alunos responderam à chamada e compareceram em bom número (mais de 40 seguramente), voluntariando-se para pertencerem a este “laboratório das letras” e escreverem na secção que mais lhes agradasse.

Com as secções recheadas de gente disposta a dar os primeiros passos no jornalismo, ao mesmo tempo que fazia o curso, este projeto dos alunos de Ciências de Comunicação estava preparado para anunciar o seu regresso, logo após a Receção ao Caloiro, o evento que mais marcou a vida universitária na primeira semana daquele mês e que se tornou no primeiro trabalho a ser exibido no novo “site”, lançado perante alunos e professores. O trabalho desenvolvido no resto do ano mostrou que o ComUM ainda importava enquanto veículo noticioso dos acontecimentos que marcam quer a universidade, quer a região.