A noite fria de sábado foi reconfortada pela música que soou no Sé La Vie. Cavalheiro, prestes a lançar o novo álbum, “Falsa Fé”, deliciou os presentes com as suas mais recentes criações.

Pouco passava das 23h quando Tiago Ferreira entrou em palco. O músico portuense, que atualmente vive em Braga, deu início à noite com um acolhedor “olá” para os presentes, que enchiam consideravelmente o espaço.

A primeira música, anunciou o próprio, “chama-se “Remocei”, de remoçar”, entre risos da plateia próxima.

Acompanhado por Ricardo Cibrão no baixo, João Freitas na bateria, João Coutada nos teclados e João Oliveira na guitarra, Cavalheiro, com a voz e guitarra, fazia crer que a noite ia valer a pena.

Sofia Summavielle / ComUM

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De facto, o público ia ficando cada vez mais interessado, além de mais numeroso, quando contemplado por vários temas novos, como “Tiroteio”, “Minas” e “Rendez-vous”. Brindou também a noite com “Bundy”, o single de apresentação do novo disco, que acabou por ser dos momentos altos da noite.

Por fim, Cavalheiro despediu-se do Sé La Vie preenchido com “Lado de Lá”, música que revelou ter escrito na adolescência.

Os bracarenses, mesmo os que pouco conheciam o seu trabalho, mostraram-se satisfeitos com este concerto intimista e agradável.

Há quatro anos, numa entrevista à Sapo, Tiago Ferreira caracterizou a sua música como algo que apela a “um grupo muito pequeno de pessoas”, uma vez que “as estéticas atuais da música estão muito distantes” daquilo que faz. Para além de cantar em português e de ser direto e algo rígido nas letras que escreve, considera que “não é que que seja desagradável, mas não é uma música muito fácil”. “É uma espécie de cozido à portuguesa da música, que não se pode consumir todos os dias, nem em demasia, se não ficamos muito cheios”, ironizou.

Sofia Summavielle / ComUM

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O próximo disco, que vai ser editado em fevereiro de 2018, contará com oito músicas. “Falsa Fé”, a mais recente criação do artista, tratará da chegada à idade adulta e da fraude que esta se trata, pouco ou nada tendo a ver com as expectativas interiorizadas ao logo da infância.

Apesar de ainda não ter publicamente marcado concertos para os próximos tempos, espera-se que, com a estreia do disco, se multipliquem as datas e os locais por onde o carismático Cavalheiro irá atuar.