O Gil Vicente e o Belenenses, juntamente com a Liga Portugal, assinaram esta terça-feira um princípio de acordo sobre o “caso Mateus”, que permite a subida do emblema minhoto à Liga NOS, na época 2019/2020.

Numa nota do organismo enviada à agência Lusa, lê-se que “o acordo foi subscrito pelos presidentes das duas sociedades desportivas, assim como pelo presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença”.

“Trata-se de um acordo histórico, que põe fim a um diferendo que durava há 12 anos”, referiu Pedro Proença, acrescentando que se fechou “uma página do passado do nosso futebol e é a prova das capacidades agregadoras da Liga de hoje”.

O presidente honorário do Gil Vicente, António Fiúza, já reagiu, entretanto, e confessa que não ficou “satisfeito” porque o Gil Vicente vai subir na época de 2019/20, sendo que o ano passado “disseram [ndr: a Liga de Clubes] que seria em 2018/2019”.

O “caso Mateus” remonta ao ano de 2006, quando os barcelenses, depois de assegurarem a permanência, foram despromovidos administrativamente à Liga de Honra, atual Ledman Liga Pro.

Essa sanção aconteceu devido à utilização do angolano Mateus por parte da equipa minhota quando o futebolista estava impedido de jogar por ter atuado ao serviço da Lixa com o estatuto de amador.

Na altura, a Comissão Disciplinar sancionou o Gil Vicente, após queixa do Belenenses. O clube ficou ainda impedido de participar na Taça de Portugal e nos campeonatos nacionais de juniores e iniciados.

Na sequência da despromoção, o Gil Vicente recorreu das decisão para os tribunais administrativos, alegando a nulidade das sanções aplicadas, que foi confirmada pelo Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, em 2016.

Cabe agora à Liga Portugal monitorizar todo o processo de inclusão do clube barcelense na Liga NOS, tal como aconteceu com o Boavista, na época 2014/2015. Atualmente, o Gil Vicente compete na Ledman Liga Pro, onde se encontra no 14º lugar.