The Legendary Tigerman e Linda Martini passaram, ontem, na BlackBox do Gnration, para apresentar a sua turnê conjunta: Rumble in the Jungle. O projeto pretende homenagear o épico combate de 1974, entre Muhammad Ali e George Foreman, imortalizado com o respetivo nome.

Sofia Vieira / ComUM

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O second round de oito, marcados entre novembro e dezembro, iniciou-se com a equipa “Tigerman”, que foi recebida com aplausos e entusiasmo.

A atuação foi marcada pela sua contagiante energia que impediu o público de ficar quieto. Quem não dançava ao som da guitarra elétrica de Paulo Furtado – The Legendary Tigerman – , combinada com as harmonias do saxofone de João Cabrita, mais a bateria poderosa de Paulo Segadães, seguia todo aquele aparato, quase selvagem, com a cabeça.

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Tigerman, interagia com o público entre músicas, fazendo algumas intervenções cómicas, chegando mesmo a pedir que este “desse um passinho para a frente” pois “precisava de sentir calor humano”. Fez questão de mencionar o falecimento de Zé Pedro, guitarrista e fundador dos Xutos e Pontapés, realçando que “ele foi muito importante para a música portuguesa“ e que o próprio chegou a ter oportunidade de ouvir o seu próximo álbum de “rock sujo”, que “virá um destes dias”.

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Linda Martini sobiram ao palco para interpretar, conjuntamente, o single “Fix of Rock’n’Roll” dando-se a fusão de duas das bandas ícone do rock português das últimas décadas.

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Para finalizar a primeira parte do concerto, Paulo Furtado lança-se às bestas, e executa o tema “Twenty First Century Rock’n’Roll” no meio da plateia, criando uma autentica jungle entre o público que gritava os lyrics, em dueto, com o músico português.

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O rock lusitano fez-se sentir e ouvir outra vez, pouco depois de dar para recuperar o fôlego. Os Linda Martini subiram ao palco prontos para dar luta à prévia performance, e não desiludiram.

O som desconstruído da guitarra de Pedro Geraldes e do baixo de Cláudia Guerreiro, conjugado com vibrações sónicas, caraterizantes da banda rock, e pela voz de André Henriques, foi tocado sem interrupções – com exceção a uma homenagem a Zé Pedro. Mantendo a energia da BlackBox viva durante toda a atuação.

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Já quase a fim de encerrar o combate, Hélio Morais, baterista dos Linda Martini, comenta que “é bom [as pessoas] apoiarem este tipo de concertos de clubes pela proximidade que trazem entre o artista e o público”, o propósito da tour era esse mesmo.

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Depois de interpretarem êxitos como “Amor Combate” e “Unicórnio de Santa Engrácia”, entre outros, encerram este confronto juntamente com The Legendary Tigerman e o resto da sua equipa, tocando o tema “Gravidade”.

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Despedem-se com “beijinhos” e agradecem ao público que louva o renhido combate de rock lusitano do século, que decorreu sem sangue e sem um vencedor assumido. Fica subentendido que afinal quem venceu foi a audiência, face às excelentes performances de ambas as equipas.