Numa noite marcada pelas críticas às condições da sede da ARCUM e das salas de ensaio, André Marcos tomou posse como novo presidente da associação, sucedendo a João Soares.

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Foi com este poema de Luís de Camões que André Marcos tomou posse como o novo presidente da Associação Recreativa e Cultural Universitária do Minho (ARCUM), sucedendo a João Soares. A tomada de posse aconteceu na passada sexta-feira no auditório da ARCUM, e ouviram-se muitas críticas ao estado das salas de ensaios, na presença do reitor.

Diogo Rodrigues / ComUM

Numa sala cheia de representantes dos vários grupos culturais, especialmente dos grupos incluídos na ARCUM, a sessão foi de “parabéns” à direção que agora sai, mas também de muitos lamentos. A degradação das salas debaixo da sede da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM), que servem de salas de ensaio para seis grupos culturais, é notória. O recém-eleito André Marcos aponta as condições das salas como o “principal obstáculo” para a nova direção, por não serem “ideais para o número de sócios e de elementos que compõem os grupos”.

João Soares, o presidente cessante, também falou das condições da sede da ARCUM. “A degradação das instalações é um problema que nós temos. Houve projetos que ficaram pelo caminho, como a escola de música, que não podemos alavancar sem termos condições para isso”. O presidente da AAUM, Nuno Reis, também juntou a sua voz aos lamentos, e espera “reivindicar por melhores condições” com a nova direção.

O grande convidado da cerimónia foi o reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, que concordou que as condições dos grupos culturais não são as melhores. “Conheci esta sala há 43 anos. Tive aulas aqui. E é óbvio que reconhecer esta sala como estava há 43 anos não é bom sinal”. O reitor reconheceu as más condições, mas espera que estas sejam “previamente melhoradas”, e afirmou que “da parte da reitoria, haverá compromisso”.

Além destes pedidos para melhores condições, a tomada de posse foi também momento para elogiar a intensa atividade dos grupos da ARCUM em 2017. Segundo João Soares, os grupos participaram em 220 atuações, e atualmente pertencem à associação 250 elementos, além do património de instrumentos ter crescido ao longo do ano passado. O destaque dos discursos da noite foi ainda para o Grupo Folclórico da Universidade do Minho (GFUM), pela sua primeira digressão à Madeira, e pela edição do primeiro CD.

Foram cinco os festivais organizados pela ARCUM em 2017 – XXVII FITU Bracara Augusta (pela Tuna Universitária do Minho), Do Bira ao Samba (pelos Bomboémia), II Tunao (pela Tun’ao Minho), Um verso e um copo (pelo Grupo de Poesia da Universidade do Minho), e a Canção Bracarense (pelo GFUM). Uma mão cheia de festivais e eventos que André Marcos espera que a associação, e os seus grupos, possam dar continuidade.

O primeiro evento com o selo da ARCUM será a inauguração da exposição “Pelo trajar do Baixo Minho“. A exposição organizada pelo GFUM é a primeira de 25 atividades que marcam os 25 anos do grupo folclórico, e estará presente no Museu Pio XII até ao dia 11 de fevereiro.