Dragões dispuseram de várias ocasiões para marcar, mas não foram eficazes. Empate premeia a organização defensiva cónega, que soma importante ponto na luta pela manutenção.

Em jogo a contar para a 20ª jornada do campeonato, o Moreirense empatou a zero na receção ao líder, FC Porto. Este resultado acaba por ser mais simpático para a turma da casa face às circunstâncias da partida. Este empate revela-se amargo para os “dragões”, que veem desperdiçada uma excelente oportunidade para se distanciar ainda mais do SL Benfica e colocar pressão sobre o Sporting, que joga hoje.

O jogo começou com a equipa visitante a tentar pegar desde cedo nas rédeas do jogo, com uma constante circulação de bola no meio-campo, à espera que os espaços surgissem, de forma a criar desequilíbrios na linha mais recuada da turma da casa.

A primeira jogada de relevo demorou a surgir, com a boa moldura humana presente no estádio a ter de esperar até aos 23 minutos. Aboubakar viu espaço e tentou o golo com um remate cruzado, pondo Jhonathan em sentido. O jogo continuava na mesma toada e só ao dobrar a primeira meia hora de jogo é que o Moreirense esboçou uma tímida reação com um cruzamento de Edno, que acabou nas mãos do guardião portista.

Até ao fim da primeira parte a equipa de Sérgio Conceição voltou a demonstrar que queria marcar antes do final dos primeiros 45 minutos, mas sem grande sucesso. Primeiro foi o reforço ex-Portimonense, Paulinho, que à entrada da área atirou ligeiramente por cima da baliza cónega.

Volvidos quatro minutos foi a fez de Brahimi executar mal o remate na cara de Jhonathan, depois de um excelente passe picado de Alex Telles, derivado de um livre direto. Por último foi Marega, com um cruzamento-remate, a testar mais uma vez Jhonathan.

Com o nulo consumado ao intervalo, o FC Porto entrou na segunda parte decidido a quebrar a resistência da equipa de Sérgio Vieira, apoderando-se do meio-campo defensivo do Moreirense desde o começo da etapa complementar. Alex Telles fez estremecer a baliza contrária, de livre direto, aos 51 minutos. Na sequência do lance, Ruben Lima faz um corte in extremis já em cima da linha de golo , evitando o golo azul e branco.

Os minutos iam passando e o Moreirense sentia-se cada vez mais confortável na partida, aliviando a bola sempre que necessário e apostando na profundidade dada por Tozé e Zizo. Do outro lado, Sérgio Conceição respondia com a entrada de Soares, que dispôs, logo após a sua entrada, de dois lances de perigo. No entanto os golpes de cabeça do brasileiro não levaram a direção desejada.

Até ao final da partida assistiu-se ao intensificar do caudal ofensivo portista, ao qual respondia de forma assertiva e organizada a equipa do Moreirense. Já para lá dos 90 minutos, o segundo amarelo de Boubacar acabou por colocar os minhotos com dez homens para o resto da partida.

Quando nada o fazia prever, o FC Porto chegou ao golo inaugural por Waris. Ainda assim, a festa portista não durou muito tempo. Isto porque o fiscal de linha invalidou o golo por fora de jogo do jogador africano. A decisão parece acertada, mas fez explodir a fúria dos adeptos e staff portistas.

Contas feitas, com este nulo, a equipa orientada por Sérgio Vieira passa a somar 16 pontos, estando agora a dois dos lugares de despromoção. Na próxima jornada, o conjunto minhoto tem deslocação marcada a Tondela, em jogo a contar para a 21ª jornada da Liga NOS.