O ComUM é, primariamente, um órgão de alunos para alunos. O passo que hoje anunciamos faz, por isso, todo o sentido.

Fazendo justiça ao nosso estatuto editorial, queremos ser um meio de participação no espaço público. É nossa intenção colocar o ComUM mais aberto e disponível à academia, transformando-o num local de informação e opinião ainda mais próximo de cada estudante da Universidade do Minho.  Por isso, decidimos disponibilizar a nossa coluna de Opinião aos núcleos de estudantes – os representantes associativos mais próximos dos alunos – para que estes possam ter um veículo de transmissão da sua palavra num órgão de comunicação feito por alunos e para os alunos da UMinho.

O número elevado de cursos – e, assim, núcleos – da UMinho traz a esta abertura do espaço de opinião uma especial complexidade. Quem convidámos? Quem são os primeiros? Sentimo-nos no dever de ser, desde o início, transparentes acerca desta iniciativa, para que todos a percebam e para que tenha os benefícios pretendidos.

A iniciativa será dividida em rondas, como o ano universitário está dividido em semestres. Em primeiro lugar estabelecemos o peso de cada escola nos mais de 12 mil alunos de licenciaturas e mestrados integrados da UMinho e, posteriormente, o peso de cada curso dentro das escolas. Os cursos com mais peso são, assim, os convidados para esta primeira ronda.

Para abranger mais do que os núcleos, e porque percebemos que há muitos estudantes com outras actividades e, por isso, preocupações na UMinho, vamos também estender um convite à ARCUM e a um atleta da nossa academia. A ARCUM será sempre convidada na ronda correspondente ao segundo semestre, enquanto o atleta escolhido será convidado a abrir a ronda do primeiro semestre.

A continuidade da iniciativa ao longo dos anos apresenta outros problemas. Como lidar com o elevado número de cursos nas escolas de Engenharia e Ciências, por exemplo, face a escolas de curso único? O resultado é que os cursos destas escolas – Medicina, Enfermagem, Psicologia, Direito e Arquitetura – serão convidados a participar na iniciativa uma vez por cada duas rondas, procurando evitar passar ao lado de temas destas escolas. Sabemos que existem outros cursos nas escolas de Direito e Arquitetura – Criminologia e Design de Produto, respetivamente – mas a não existência de núcleos destas duas licenciaturas fez-nos incluir estes cursos no grupo de escolas de curso único.

Mas as novidades no ComUM não ficam por aqui. Isto porque o ComUM passará a ter, agora, notícias nacionais integradas na secção de Sociedade. O objetivo, para além de dar aos nossos redatores um novo espaço noticioso para exercitarem e praticarem jornalismo, é informar sobre os assuntos da atualidade que mais impactam a comunidade académica da UMinho, nomeadamente os alunos. E vamos também focar-nos no campo da comunicação e jornalismo, explorando como possível os temas do dia-a-dia na área que fez o ComUM nascer e crescer.

É esse movimento de crescimento do ComUM que pretendemos, com estas iniciativas, manter. Para chegar a mais pessoas na comunidade académica com mais e melhor informação. Porque, como diz o nosso estatuto editorial, não é por não sermos profissionais que vamos ter falta de profissionalismo.