Docentes da Universidade do Minho protestam pela progressão salarial no Campus de Gualtar, em Braga.

Em vários pontos do país, professores e investigadores juntaram-se numa ação de protesto, organizada pelo Sindicato Nacional do Ensino Superior. Arranca assim a ação “Primavera do ensino superior” que pretende debater várias situações precárias vividas no Ensino Superior, entre as quais a progressão remuneratória. Este protesto juntou cerca de 30 docentes junto à estátua do Prometeu no Campus de Gualtar.

A ação teve como mote “#eparacumprir” permitindo aos docentes que partilhassem os seus protestos através das redes sociais.

“O que nos traz hoje aqui é a questão da progressão salarial. Segundo o orçamento de estado estão comtempladas as progressões salarias, a partir de dia um de janeiro. Estamos no mês de março e já recebemos o salário dos últimos três meses sem verificar nenhuma progressão salarial”, explica António Batista, docente do departamento de física da Escola de Ciências da UMinho.

Algumas instituições já atribuíram esse direito dos docentes, como é o caso do Politécnico do Porto. Outras instituições preparam-se para atualizar os vencimentos dos funcionários com os aumentos devidos. A Universidade do Minho encontra-se ainda fora desta atualização. Contudo, em todo o país o protesto decorre, como forma de solidariedade para com os outros docentes que ainda não viram os seus salários serem aumentados.

“Isto é uma forma de protesto, de dizer que estamos indignados pelo facto de a reitoria não nos proceder à progressão salarial. A reitoria emitiu um comunicado a dizer que a progressão salarial tinha um impacto muito grande no orçamento. Acreditamos que isto é um falso problema, já que o próprio ministério dotou as universidades de um orçamento para a progressão na carreira”, esclarece João Macedo, professor adjunto da Escola de Enfermagem e um dos principais impulsionadores deste protesto na Academia Minhota.

A ação, a nível nacional, pretendia dizer “Basta”.  Na UMinho várias mensagens foram transmitidas através de cartazes. “Paguem o que devem…com juros”; “Na Universidade do minho #éparacumprir”; “Não há desculpas. A lei é p’ra cumprir”, foram algumas das frases protestadas.

O encontro serviu também para os docentes debaterem entre si a situação atual.  “Já que estamos no Prometeu, não deviam faltar ao prometido”, dizem em tom de piada uns para os outros. João Macedo apela ainda à reitoria que “cumpra a lei”. “Tendo em conta que cumpriu para os funcionários não docentes, pretendemos que, na mesma medida, cumpra para os docentes”, afirma o professor da Escola de Enfermagem.