A convite da Bazuuca, o Sé La Vie foi local de uma ode ao rock’n’roll. Os culpados foram os Fugly.

Prestes a iniciarem uma digressão europeia, os Fugly apresentaram “Millenial Shit”, o novo disco, no Sé La Vie. Se dúvidas existissem em relação ao estado do rock’n’roll, a noite de sexta-feira foi elucidativa da resposta.

Fugly

Mariana Prata / ComUM

A entrada em palco foi como embater num muro. Com um forte poderio sonoro, tornou-se impossível ouvir a tempestade que se sentia fora de portas. “Hit a Wall” é o tema que abre o novo álbum e foi também a música que iniciou o concerto.

Apesar do caos atmosférico em que o país está imerso, o Sé La Vie acolheu um grande número de pessoas que preferiu optar pelo utópico caos musical do quarteto portuense. As batidas empolgantes  orquestraram os movimentos do público, em equilíbrio com as linhas de baixo e os riffs de guitarra, que dificilmente saem da mente.

“Millenial Shit” foi o mote da atuação. Todas as dez músicas que integram esse trabalho foram apresentadas pela banda.

Sucessos instantâneos – como “Morning After” – provocaram o habitual headbanging da plateia. No entanto, passagens por “Take You Home Tonight” – primeiro single do novo álbum – e “Waste My Time”, do EP de estreia, fizeram soltar as vozes do desinibido público. Antes de terminar, ainda houve tempo para um curto croud surfing.

“Xxxxx” é um abrigo melodioso que fecha o disco editado em janeiro deste ano. A par de “Inside My Head” – que deixou a atuação suspensa por uns segundos e partiu de seguida para uma excentricidade barulhenta -, ambas trataram de perpetuar a noite na cabeça dos presentes. Um concerto curto, mas muito concentrado. O temporal perfeito para combater a natureza que lá fora foi amansando durante os minutos de atuação.

Em conjunto com os leirienses Whales, os Fugly seguem para uma tour europeia. A “Euro Sprint Tour 2018” tem início a 13 de março e levará música portuguesa até oito países, provando, também, que o rock’n’roll está de boa saúde.