A formação de Moreira de Cónegos viveu uma época atribulada com constantes trocas de treinador, mas conseguiu cumprir com o principal objetivo.

Adivinhava-se uma temporada complicada para os vimaranenses. Fruto de muitas mudanças no plantel no verão passado, onde o Moreirense perdeu jogadores importantes como Rebocho, Cauê ou Nildo, o emblema axadrezado entrava para a nova época com algumas interrogações.

Foram três os treinadores que passaram pelo comando técnico do Moreirense ao longo da temporada 2017/2018 – começou Manuel Machado, entrou a meio Sérgio Vieira e terminou Petit –, o que espelha a irregularidade que a turma minhota apresentou.

A turma de Moreira de Cónegos começou da pior forma a participação na Liga NOS. Foram apenas seis os pontos conquistados nos primeiros doze jogos, com derrotas pesadas por três bolas a zero frente a CD Tondela, GD Chaves e, por último, Belenenses. Este conjunto de resultados veio ditar a saída de Manuel Machado do comando técnico, ainda no final do mês de outubro. Sérgio Vieira foi o sucessor.

Com a chegada do treinador português de 34 anos, a formação do Minho apresentou sinais de melhorias. Apesar da prestação no campeonato ainda ser aquém do esperado, com a primeira vitória na era de Sérgio Vieira apenas a acontecer frente ao Vitória Sport Clube, no dia 18 de dezembro de 2018, a equipa ia cumprindo nas taças internas.

O caminho em ambas as provas viria a terminar já perto do final do ano de 2017 e no começo de 2018. Um empate a três bolas frente ao Vitória SC atirou os axadrezados para fora da Taça CTT, seguindo-se uma derrota nos quartos de final da Taça de Portugal por duas bolas a uma, no dia 11 de janeiro, frente ao FC Porto.

A derrota a 12 de fevereiro frente ao Estoril veio ditar o fim da aventura de Sérgio Vieira como timoneiro do Moreirense. A equipa encontrava-se, nessa altura, na 17ª posição, com 19 pontos. Este afastamento originou o regresso de Petit, que havia terminado a época passada como treinador principal dos vimaranenses.

Era o desejo dos responsáveis minhotos que o técnico de 41 anos repetisse o feito da época passada, quando, em circunstâncias semelhantes, alcançou a manutenção. E tal veio a acontecer. Com quatro vitórias, um empate e seis derrotas, o treinador luso voltou a conseguir manter o clube minhoto entre os grandes do futebol português.

Destaque para o facto de os quatro triunfos conquistados nesse espaço de tempo terem acontecido no Comendador Joaquim de Almeida Freitas. Foi uma das melhores séries vitoriosas em casa do Moreirense durante toda a época, sendo que foram essenciais para o objetivo da manutenção.