Esta segunda-feira, os vencedores do UMplugged estrearam-se no palco do Enterro da Gata. Os Needle, que subiram ao palco para mostrar o seu rock, têm agora como grande objetivo tocar pelos vários pontos do país ou mesmo fora dele.

“Queremos mostrar às pessoas o nosso trabalho”, admitem os integrantes da banda, composta pela vocalista Soraia Silva, por Jorge Sousa e Luís Costa, nas guitarras, por Kevin Mota, no baixo, e Xavier Araújo, como baterista.

Até que ponto concursos como o UMplugged contribuem para a divulgação de novos artistas e de novos projetos?

Needle: A AAUM confiou em nós para tocar num evento desta envergadura, pois não estamos habituados a tocar em grandes palcos. Ainda somos pequeninos, embora queiramos ser grandes. São estes concursos que, por vezes, nos fazem mostrar às pessoas que também existem bandas com qualidade em Portugal. No entanto, nós só vamos atingir o nosso objetivo quando estivermos lá em cima.

Como é que surgiu este projeto?

Needle: Inicialmente era para ser um projeto instrumental, chamado More, apenas com duas guitarras. Mas, com o tempo, fomos evoluindo: surgiu a necessidade de arranjar mais membros e de mudar o nome para Needle, inspirado numa música de John Cage que nós ouvíamos muito. É sobre transmitir e infiltrar na pele das pessoas, como uma agulha.

Needle

Ana Maria Dinis/ComUM

Como é que avaliam o apoio à cultura na vossa cidade, Guimarães?

Needle: A nossa cidade é uma cidade que aposta com força na cultura, daí ter sido a Capital Europeia da Cultura em 2012. Guimarães pode ser considerado o terceiro polo cultural do país. Há várias salas e festivais para atuarmos lá, só que o apoio às bandas de garagem continua a ser muito reduzido. No entanto, o objetivo é mesmo sair da nossa cidade e dar concertos nos vários pontos de Portugal e mesmo fora do país.

O que esperam do público no Enterro da Gata?

Needle: Esperemos que o público goste do nosso concerto, pois possivelmente não estão habituados a este estilo de música no Enterro. Esperemos que comecem a apostar mais, ano após ano, e que recebamos um feedback da energia que depositamos no público, que à partida será todo jovem, sempre com muito movimento.

E para o futuro? Que planos têm?

Needle: Para já queremos lançar um EP, que já está na fase final de produção, pois ainda não temos nenhum trabalho disponível para as pessoas que nos ouvem e que gostam de nós. Será lançado no verão com quatro ou cinco músicas originais. Queremos também dar concertos e mostrar o trabalho realizado ao longo do tempo.