Artista de rock n' roll puro, de estrada em estrada, The Legendary Tigerman fez uma paragem em Braga para a terceira noite do Enterro da Gata.

Paulo Furtado regressou, esta segunda-feira, ao Enterro da Gata. Depois do concerto que encerrou a terceira noite, o artista português parte agora em direção à Europa para a primeira tour em quarteto, após o lançamento do álbum “Misfit”.

Achas que o público do Enterro da Gata está preparado para acompanhar o comboio do rock n’ roll?

The Legendary Tigerman: Acho que as pessoas vão ter vontade de se divertir e de ver um bom concerto de rock n´roll.

O teu novo álbum, “Misfit”, resultou de uma viagem pelos Estados Unidos com Pedro Maia e Rita Lino. De que forma o cenário se relaciona com as músicas e com a mensagem que pretendes transmitir?

The Legendary Tigerman: Neste álbum, não queria escrever sobre mim e aproveitei o facto de ir rodar o “Fade Into Nothing” com o Pedro Maia e com a Rita Lino para escrever na terceira pessoa e meter-me na personagem principal do filme, que acabei por interpretar. Também queria muito ser influenciado, tanto musicalmente como pessoalmente, por esta América à beira da estrada e por coisas que fossem surpreendentes e não tão relacionadas com a minha vida.

The Legendary Tigerman

Ana Maria Dinis/ComUM

Depois desta noite, o próximo destino é a Europa. Estás pronto para arrancar por aí fora com o “Misfit”?

The Legendary Tigerman: Sim, estou. É a primeira tour que fazemos em quarteto e já temos outras marcadas para este ano e para o próximo. Deixa-nos felizes esta mistura de atuar em Portugal e na Europa, pois há muito tempo que não me acontecia, e normaliza o facto de estarmos sempre de um lado para o outro. Sair de Braga e ir em direção à Europa é fixe, pois é uma coisa que não fazemos todos os dias.

Andas sempre de estrada em estrada e de hotel em hotel. A vida do rock n´roll não cansa?

The Legendary Tigerman: Cansa, mas ao mesmo tempo fui eu que a escolhi, pois ninguém me obrigou a fazer rock. Fazer música para cinema é uma coisa que me dá imenso prazer, fazer cinema também e, possivelmente, há um caminho para ir. É um privilégio incrível elevar a minha música, que é feita para mim, mas que depois partilho com as pessoas. E fazer isso por todo mundo é fantástico.