Com o passar do tempo, tem-se verificado um crescendo naquilo que é o número de estudantes de Enfermagem a nível nacional, provocando um aumento considerável no número de enfermeiros licenciados todos os anos. Como tal, os alunos, em modo de posterior distinção no mercado de trabalho, optam pelas tais “Universidades de renome”, no pensamento de que as condições seriam as mais favoráveis, e o ensino e formação seriam de excelência.

A Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem Calouste Gulbenkian (AEESECG) foi tentar perceber a realidade dos estudantes da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho (ESE – UM).  Assim, no parecer dos nossos alunos, a realidade corresponde a uma escola e uma universidade que não respondem às necessidades dos seus alunos, com um ensino cada vez menos prestigiante, caracterizado pela falta de material de ensino e ausência de instalações adequadas para o mesmo.

Uma opinião também bastante comum por entre os estudantes da Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho está relacionada com a prática clínica, onde somos sujeitados a locais de estágio a grandes distâncias de Braga, onde todas as despesas saem do bolso dos estudantes (incluindo transportes, alimentação e por vezes alojamento), isto quando existem transportes públicos para os locais de estágio, pois nesses casos os estudantes são forçados a recorrer a transporte pessoal, apesar de este não ser um pré-requisito para a entrada na Universidade. Estas despesas são ainda mais acrescidas para os alunos que se deslocam todos os dias para a cidade de Braga ou são confrontados com a necessidade de casa dos pais e passar a viver em Braga, aumentando despesas com rendas, água, luz, alimentação, entre outros.

Isto tudo para além das despesas associadas à própria Universidade e comum a todos os estudantes, nomeadamente as propinas. Propinas estas que não têm sido direcionadas para a melhoria das condições de ensino do curso de Enfermagem, nomeadamente nas instalações físicas que são cedidas para a realização das aulas, em que 120 alunos são forçados a atender a uma aula numa sala com capacidade para 80 pessoas e sem qualquer tipo de condições acústicas, impedindo os alunos das últimas filas de ouvir a matéria lecionada.

Sabemos que a nossa Escola atualmente “luta” por melhores condições e quem sabe até por um edifício dedicado à Enfermagem, com laboratórios dignamente equipados e salas com capacidade para os seus alunos, um sítio onde o ensino de Enfermagem desta Escola centenária e Universidade de renome possam estar ao nível de excelência das restantes do país e da exigência da prática futura de cada um de nós. Afinal de contas, é em Portugal que se formam os Enfermeiros tão aclamados e desejados a nível mundial.

Esta é a luta que a AEESECG tem tentado enfrentar ao longo dos anos, ouvir os nossos alunos e trabalhar, agora cada vez mais com o apoio da escola, em prol de uma melhoria das condições a que somos sujeitados. Queremos continuar a dizer que somos a melhor escola de Enfermagem do país, mas assim não é possível.