No jogo de abertura da Liga NOS 2018/19, o Vitória SC deslocou-se ao Estádio da Luz para defrontar o SL Benfica, de onde saiu derrotado por 3-2. O desnorte da primeira parte deu lugar a um ritmo mais pausado e imprevisível no segundo tempo.

A partida iniciou-se de forma equilibrada. Ambas as equipas procuravam marcar posições no encontro de modo a complicar a vida ao adversário. Nos primeiros minutos, uma ocasião para cada lado espelhava bem as incidências até ali. As jogadas vitorianas nesta altura ainda eram relevantes e João Carlos Teixeira ia oferecendo soluções à formação nortenha.

Após esta fase, o SL Benfica encostou o Vitória SC atrás, pressionando o adversário de forma eficaz. Esta pressão encarnada, associada aos erros da equipa forasteira, permitiram a Pizzi chegar ao golo inaugural, após Osório colocar a bola em zona proibida.

Ainda a recuperar do tento sofrido, o conjunto de Luís Castro voltou a errar em sítio nevrálgico. Desta feita, Rafa Soares cometeu grande penalidade, mas, na conversão, Douglas negou o primeiro golo oficial de Ferreyra ao serviço dos encarnados. O ritmo não abrandava e pouco depois a formação da Luz chegava ao segundo golo. Excelente entendimento entre Salvio e André Almeida, com o lateral a servir Pizzi, que não perdoou. Bis do internacional português e os visitantes a precisarem do intervalo eram as notas de destaque.

Até ao fim dos primeiros 45 minutos, os adeptos presentes no Estádio da Luz ainda viram mais um golo. Autor? Pizzi, quem mais? O descanso chegou pouco depois com um resultado pouco surpreendente para quem assistia ao jogo. Os encarnados superiorizavam-se à equipa de Guimarães que criava calafrios à defesa encarnada apenas a espaços.

O segundo tempo foi o espelho da gestão encarnada, já a pensar no jogo de terça-feira para a Liga dos Campeões, e de um Vitória SC que se ia recompondo de uma primeira parte titubeante. Os 20 minutos iniciais da segunda metade da partida adivinhavam um desfecho sem grande história, apenas que o quarto golo encarnado chegaria, mais tarde ou mais cedo.

Acontece que a fibra conquistadora recompôs-se, de tal forma que o golo de André André, à entrada dos últimos 15 minutos, teve o condão de despertar a equipa vimaranense e a sua massa adepta presente no estádio. A parte final do encontro trouxe um Vitória SC mais capaz de ferir o adversário, acercando-se da baliza encarnada. Esta aproximação à baliza de Vlachodimos trouxe novo golo, agora por Celis, depois do passe de André André a isolar o colombiano.

Nos minutos finais, viu-se a turma de Luís Castro à procura do empate que a certa altura pareceu impossível. Já o conjunto de Rui Vitória tentava evitar que a Catedral encarnada assistisse ao terceiro golo da equipa forasteira e consequente balde de água fria.

O final do jogo chegou e ditou um desfecho bem mais equilibrado que o previsto ao intervalo. O Vitória SC perdeu, mas vendeu cara a derrota ao clube da Luz. As ideias do novo timoneiro vitoriano estão bem presentes, mas ainda precisam de ser amadurecidas.

O próximo compromisso da formação vimaranense é frente ao Feirense, agora no Estádio D. Afonso Henriques. Depois de ter arrancado a temporada com duas derrotas em dois jogos, o Vitória SC procura elevar os níveis de confiança junto do seu público.