Os Marginais aborda temas como o preconceito, a amizade, os laços familiares e a criminalidade. Ajuda a entender um lado da vida que muitos de nós não conhecemos.

Francis Ford Coppola traz ao ecrã um filme baseado no popular romance de Susan Eloise Hinton. Foca-se na rivalidade entre os “Greasers”, jovens rapazes com poucas posses e oportunidades, e os “Socs”, adolescentes de classe mais elevada.

The outsiders

Os “Greasers” são vistos como rebeldes e criminosos, sendo muitas vezes discriminados pelo resto da sociedade. Apesar disso, a união e a forte amizade do grupo de rapazes faz com que estes se ajudem mutuamente.  Já os “Socs” são tratados com respeito e bastante bem vistos por todos. Estes últimos, passam grande parte do seu tempo a tentar provocar os “Greasers” e a criar problemas, muitas vezes sem razão.

Observamos um grande laço entre os irmãos, Ponyboy (C. Thomas Howell), Sodapop (Rodney Harvey) e Darry (Patrick Swayze). Ainda que discutam e se zanguem, a ligação entre eles não se quebra e de certa forma acaba por ser tornar mais forte, principalmente por passarem por situações difíceis de resolver.

Em contrapartida, Johnny (Ralph Macchio) tem uma ligação fraca com os pais, dado que estes não se preocupam com ele e estão constantemente embriagados e a discutir. Entendemos então que Johnny vê os amigos como a sua verdadeira família, pessoas que estarão sempre lá para ele.

Matt Dillon interpreta Dallas, que mostra ser quem mais crimes comete. Mesmo sendo um fora de lei, Dallas nunca deixa os seus amigos para trás. Conseguimos ver o afeto que a personagem tem por eles e quanto o bem-estar do grupo o sensibiliza.

The outsiders

Tal como acontece em muitos filmes em que se presencia discriminação, existe geralmente alguma personagem que mostra ser mais compreensiva e educada. Na história, essa figura é a Cherry (Diane Lane). Uma rapariga de classe mais elevada, que ajuda e tenta entender os “Greasers”, mesmo isso não sendo aceite e bem visto pelos “Socs”.

No decorrer da longa-metragem existem cenas mais emocionantes a serem transmitidas. Apesar de o filme ter um bom elenco de atores e as cenas serem bem construídas, senti que em alguns momentos as emoções das personagens não são capazes de chegar até ao espectador. Falta, por isso, alguma credibilidade.

Outras cenas revelam ser longas e desnecessárias, pois não acrescentam nada à história. Parecem servir apenas para ocupar tempo de filme. Vemos também que a ação é feita de altos e baixos, ou seja, que tanto está num momento mais emocionante como de repente já temos uma cena mais calma. Isto leva a que possamos sentir que as cenas não estão propriamente interligadas entre si.

Concluindo, Os Marginais pode ser uma história real e com a qual vários jovens se conseguem identificar. Sente-se a grande conexão emocional dentro do grupo de atores e vê-se a persistência e determinação que os jovens têm ao longo do filme. É um exemplo de situações que, mesmo actualmente, podem ocorrer em qualquer lugar.