Foi num Pavilhão Municipal de Barcelos muito bem composto que o FC Barcelona bateu o FC Porto por 5-6. Vencedor só foi conhecido após recurso à marcação de grandes penalidades.

O Pavilhão Municipal de Barcelos recebeu, este domingo, a final da Taça Continental disputada entre o FC Porto e o FC Barcelona. O jogo acabou com uma igualdade a três após o prolongamento, tendo sido necessário o recurso ao desempate por penáltis. A vitória pendeu para o lado dos catalães por 5-6.

O jogo começou de forma repartida e a bom ritmo, com lances de parada e resposta de ambas as equipas. A primeira ocasião surgiu para o lado culé, sendo que Gonçalo Alves tratou de pôr a formação catalã em alerta, depois de deixar o primeiro aviso dos dragões.

Com a toada do jogo a manter-se inalterada, começaram a desenhar-se os contornos da primeira parte. Os azuis e brancos criavam inúmeras situações, obrigando Aitor Egurrola a grandes intervenções. Do outro lado, o Barcelona, com um caudal ofensivo idêntico, mostrava-se mais assertivo do que o seu adversário. O golo inaugural surgiu apenas a sete minutos do intervalo, por Ignacio Alabart, servindo de mote para ilustrar a frieza espanhola.

Seguiram-se dois livres diretos a favor do FC Porto em pouco mais de dois minutos, mas nem assim os portistas conseguiam a igualdade. Enquanto isso, o Barcelona aproveitava para ampliar a vantagem e criar mais dificuldades à formação lusa. Pablo Alvarez, no um para um com Nelson Filipe, não perdoou, deixando os dragões em maus lençóis.

A esperança voltou a ser maior para o FC Porto, a pouco mais de dois minutos do fim da primeira parte. Reinaldo Garcia faturava, finalmente, a favor da equipa portista com um remate de meia distância. O intervalo chegava com uma última oportunidade flagrante de Telmo Pinto, que não conseguiu desfeitear, uma vez mais, o guardião espanhol.

Na segunda metade do encontro, a formação orientada por Guillem Cabestany correu atrás do resultado, encontrando um adversário bem organizado, tal como na primeira parte. Com o jogo a subir de intensidade a cerca de dez minutos do final do desafio, o ambiente nas bancadas aqueceu também, criando-se uma simbiose entre o público presente nas bancadas e os jogadores que só favoreceu o espetáculo.

O FC Porto continuava a sua reação com uma dupla oportunidade protagonizada por Rafa e Hélder Nunes, ao passo que o Barcelona falhou um livre que permitiria a chegada ao terceiro golo da contenda. A sete minutos do fim do tempo regulamentar, Rafa repôs a tão “suada” igualdade no marcador, isto após uma arrancada fenomenal desde a zona defensiva azul e branca. Por esta altura o jogo cheirava a remontada do emblema da cidade Invicta, sendo a oportunidade de Cocco um indício dessa possibilidade.

No espaço de um minuto, o jogo foi palco de um turbilhão de emoções. Primeiro foi o golo de Marc Gual a colocar os catalães novamente na frente. Depois foi a vez dos dragões colocarem o jogo em nova igualdade, por intermédio de Hélder Nunes, desta vez a três bolas.

O encontro estava com um ritmo ainda mais interessante do que na primeira parte. O final avizinhava-se, as equipas estavam mais concretizadoras e a indefinição no resultado era real. Estava dado o mote para uma fase terminal da partida de grande interesse, mas até ao final do tempo regulamentar nenhuma das equipas sentenciou o jogo. O prolongamento era uma certeza.

Com o prolongamento regressaram as mesmas tendências de jogo, embora com um maior cansaço e alguma cautela de ambas as equipas. Os dez minutos de prolongamento não surtiram efeitos práticos no marcador e, na conversão das grandes penalidades, o Barcelona acabou por ser mais eficaz, levando a melhor por 2-3, fixando-se o resultado final em 5-6.

Com este resultado, e depois de ter conquistado a competição em 2015, o Barcelona voltou a levar a Taça Continental para a Catalunha.