Novembro é sinónimo de jazz em Guimarães. Esta edição está voltada para a grande variedade geográfica de artistas apresentados e novos conceitos.

O Guimarães Jazz 2018 é um festival que se estende desde o dia 8 até ao dia 17 de novembro. Compreende um programa que engloba não só concertos, mas também um leque variado de atividades culturais paralelas. Conta com atuações nos Pequeno e Grande Auditórios do Centro Cultural de Vila Flor e também na Black Box do Centro Internacional das Artes João de Guimarães.

O projeto é uma iniciativa do Centro Cultural de Vila Flor e, com o programa apresentado na edição de 2018, a direção pretende realçar os ideais de vanguarda que se têm vindo a criar no meio jazzístico. Com esse fim em vista, o festival tem como cerne explorar novos terrenos férteis em vez de se centrar apenas na sua “zona de conforto”. Para tal, além dos novos grupos musicais que vão comparecer, o evento inclui a presença dos alunos da ESMAE (Escola Superior de Música e Artes de Espetáculo do Porto). A sua performance visa demonstrar o trabalho musical dos jovens artistas portugueses.

O evento tem a intenção de expor que “o jazz se faz de fora para dentro” e por essa mesma razão nos quer elucidar sobre o trabalho dos novos artistas. Explica, deste modo, que querem “divulgar o trabalho de músicos jovens que nasceram quando o jazz se tinha já implementado plenamente na cultura moderna”, argumenta Ivo Martins, diretor artístico da iniciativa. Ou seja, músicos jovens trazem novas ideologias e até convicções à arte antiga.

A edição de 2018 do festival vai ser composta por 13 concertos em apenas 10 dias sucessivos, algo inédito na história do Guimarães Jazz. Contudo, o programa não figura apenas concertos e atuações, mas também vai proporcionar oficinas de jazz e jam sessions que têm como ponto fulcral potenciar não só o crescimento deste estilo musical na cidade berço, bem como complementar a formação dos jovens músicos do país.

O festival abarca atuações de AZIZA, Marquis Hill Modern Flows, Pablo Held Trio, Steven Bernstein’s Millennial Territory Orchestra with Catherine Russel, Big Band e Ensemble de Cordas dirigida por Matt Ulery, Projeto Guimarães Jazz/Porta-Jazz, João Barradas com Greg Osby, Orquestra de Guimarães com Léa Freire Quarteto “Cartas Brasileiras”, Dave Douglas Uplifting; Bill Laswell e Ches Smith, Avishai Cohen Quartet, Matt Usery’s Delicate Charms e, para terminar, The Mingus Big Band.

O Guimarães Jazz 2018 inicia os concertos esta noite, 8 de novembro, e prolonga-se até ao dia 17 do mesmo mês. As atividades conjuntas do festival principiaram no sábado passado, dia 3 de novembro, com animações musicais estendidas a vários locais da cidade vimaranense. O programa detalhado está exposto do website do Centro Cultural de Vila Flor, tal como os preços e assinaturas possíveis.