Taxa de abstenção diminui três pontos percentuais. Ainda assim, o presidente da Comissão Eleitoral considera que "não foram superadas as expetativas".

Ao contrário do que aconteceu no ano anterior, a taxa de abstenção nas eleições dos órgãos sociais da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) diminuiu. A percentagem de eleitores que não votaram no sufrágio realizado esta terça-feira foi 84,12%.

A abstenção desceu três pontos percentuais em relação ao sufrágio de 2017. Num total de 15.326 eleitores, 2.434 alunos foram às urnas. A implementação do Regulamento Geral de Proteção de Dados por parte da Universidade do Minho fez com que os estudantes tivessem que partilhar os seus dados pessoais com a Comissão Eleitoral para poderem votar. O constrangimento burocrático levou a que, este ano, fossem às urnas menos 2.414 eleitores, em comparação com as eleições anteriores.

Diminuição da abstenção considerada insuficiente

Apesar da diminuição da taxa de abstenção, Nuno Reis considera que os números ainda estão longe de serem aceitáveis. O presidente reeleito sublinha que este valor é um sinal de que é necessária uma revisão estatutária que permita “criar mecanismos para aumentar a participação estudantil”.

Já André Ferreira afirma que a abstenção “continua muito alta”. O presidente da Comissão Eleitoral diz que “não foram superadas as expetativas da Comissão Eleitoral”, sendo que era esperada “uma maior afluência às urnas”. Para o aluno do Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão de Sistemas de Informação, a elevada abstenção deve-se a vários motivos, apontando o “desinteresse dos alunos” como o principal.

Entrevistas: Rita Almeida e Rui Araújo

Multimédia: Diogo Rodrigues