A artista canadiana protagonizou um concerto emotivo na blackbox do gnration.

Jessica Moss apresentou o seu novo projeto a solo no gnration, em Braga, esta terça-feira. “Entanglement” é o seu segundo álbum a solo, que sucede a “Pools of Light”. A artista indie expôs um momento informal e emotivo com a apresentação da sua música.

A violinista entrou em palco descalça. Após o começo do espetáculo, esta opção foi justificada pela forma como a artista manuseia os pedais, que permitiram a solista tornar a blackbox do gnration numa sala de espetáculos totalmente preenchida com som, tal como se lá se afirmasse uma orquestra de cordas.

Jessica Moss entoou três dos seus temas no concerto, dois deles do seu novo álbum. Inicialmente, fez uma exposição informal da sua experiência em Braga e sobre a música eleita como primeira a ser demonstrada. Falou-nos da música judaica que principiou a sua atuação, sucedendo-se uma experiência de som para testar se tudo estava operacional. Após o começo do concerto, por forma dos seus movimentos corporais consonantes com o tema, era verificável a paixão entregue na música.

A artista fez uma exposição sobre o conceito primordial do mais recente disco. Explicou que “Entanglement”, do inglês “entrelaçamento”, é o que se refere à definição da física quântica de entrelaçamento quântico.

A violinista explicita que aprendeu algo muito pequeno sobre este assunto tão vasto, contudo tão simples. Portanto, se duas partículas partilharem de um mesmo espaço, estas alteram-se completa e mutuamente. Mesmo que estas sejam separadas por anos-luz, se uma é alterada por algum motivo, a outra reage semelhantemente.

Com isto, a violinista quis demonstrar que as pessoas são compostas por partículas infinita, completa e profundamente alteradas por um outro alguém. Com esse alguém, as pessoas estão destinadas a tornar o mundo num sítio melhor. Foi neste contexto que a jovem compositora introduziu aos seus dois últimos momentos pertencentes a “Entanglement”.

Para terminar, Jessica Moss despediu-se e agradeceu confessando que esta era a sua última noite de digressão de cinco semanas. O momento foi imensamente emotivo, de tal forma que foi possível dar-se conta de algumas lágrimas de emoção não só da violinista, mas também do público que a escutava atentamente.