A cerimónia teve como mote “Semeia como vidente a seara do futuro”. A tertúlia comemorativa girou em torno da necessidade de alertar as novas gerações para o futuro.

Decorreu, na passada quarta-feira, o 41.º aniversário da AAUM, e o Salão Nobre da Reitoria recebeu as celebrações. Durante a tarde, a cerimónia contou com a entrega do diploma de Sócio Honorário ao docente Álvaro Laborinho Lúcio, uma tertúlia e com discursos do presidente da Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) e do reitor da academia.

O fim do dia ficou marcado pela sessão solene de entrega do diploma de Sócio Honorário ao professor Álvaro Laborinho Lúcio. Seguido do discurso do presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho, Luís Oliveira, o docente tomou a palavra e reforçou a necessidade de um espírito crítico e livre, aberto a iniciativas, com o desejo de que, no futuro, todas as pessoas possam “atingir o limiar da sua dignidade enquanto ser humano”.

Joana Mafalda Gomes/ComUM

Em dia de retrospetiva, as palavras incidiram também na esperança para o futuro. “Acho que a Associação, no futuro, deve tentar inovar, deve tentar produzir atividade e conhecimento de forma diferente daquilo que tem sido feito até agora”, disse Nuno Reis, presidente da AAUM.

A Tertúlia 2Share Talentos Alumni teve como oradores antigos alunos da academia: Isabel Oliveira, ex-aluna do mestrado em Educação e Desenvolvimento Curricular e diretora do Centro de Emprego e Formação Profissional de Braga, Alexandre Mendes, ex-aluno do mestrado integrado em Psicologia e diretor executivo da Startup Braga e Fundador da SkillsLab, e Ana Rita Ribeiro, ex-aluna da licenciatura em Administração Pública e ex-dirigente da AAUM e do Liftoff – Gabinete do Empreendedor.

Incidindo na importância da criação de startups e empresas inteligentes, bem como de enveredar noutros projetos que não apenas os do curso, a tertúlia de abertura da cerimónia deu lugar a um debate sobre a (possível falta de) motivação dos alunos perante este tipo de iniciativas. “Nós não podemos tirar uma licenciatura e dar como adquirida a nossa formação”, referiu Isabel Oliveira.

Durante a tertúlia, foi concordado que a solução para este problema pode residir na adesão de mais alunos à Associação Académica. “Ainda há poucos estudantes a entender as mais valias de fazer parte de uma Associação”, referiu Alexandre Mendes. A AAUM é responsável por grande parte dos eventos universitários e em inspirar os alunos a desenvolver um espírito empreendedor, educado e decidido. “Nós não plantamos árvores quando precisamos de sombra – é isto que temos de explicar aos estudantes: que o que fazem agora vai influenciar a sua vida daqui a cinco ou dez anos”, concluiu.

Os temas abordados consistiram, em suma, na preocupação pelo futuro, na StartUp Braga como bom exemplo de uma startup, na criação inteligente de empresas, bem como na educação a nível de empreendedorismo e na necessidade de os alunos desenvolverem outras capacidades, ao invés de se reduzirem apenas à aquisição de um diploma.

Embora o passado tenha sido alvo de reflexão e motivo para formar visões inspiradoras acerca de um futuro melhor e mais consciente, Isabel Mendes reconheceu como constante o espírito de inovação da UMinho: “Há, no âmbito da academia, uma rebeldia, o sonho – claro que tem que haver ponderação – mas, denota-se, sobretudo, liberdade”.

Nuno Reis discursou acerca da transformação do conhecimento dos estudantes. “Obrigada a todos os que vão construindo este projeto. Parabéns por acreditarem que é possível mudar o mundo a partir de nos próprios e daquilo que fazemos pelos outros. Parabéns, AAUM”, disse o presidente da Associação. Para encerrar a cerimónia, o reitor da UMinho agradeceu aos envolvidos na Associação ao longo de todos estes anos. As celebrações continuaram, de noite, com um concerto de Samuel Úria.

Carina Fernandes e Margarida Lopes Silva