Direitos e deveres dos cidadãos europeus foram discutidos no café-debate.

O evento com o mote “União Europeia: que direitos?” decorreu na passada quinta-feira no Gnration. Organizado pelo Centro de Estudos do Curso de Relações Internacionais (CECRI), contou com Francisco Pereira Coutinho, professor na Universidade Nova de Lisboa, Ana Isa Meireles e João Ferreira, professores da Escola de Direito da Universidade do Minho, Joaquim Daniel Rodrigues, representante da União dos Sindicatos, e Alzira Costa, do Centro de Informação Europe Direct do Minho (CIED).

No debate sobre a participação dos cidadãos na UE, João Ferreira referiu que cada indivíduo deve usar o direito de participação e procurar informação.“Muitos dos mais velhos não sabem inglês, muito menos o que é um website ou a internet”, aponta Isa Meireles. Contudo, o problema começa quando “as escolas pouco promovem a participação ativa”, acrescenta.

Francisco Coutinho defende que “a UE já não serve e estes direitos também não”. Além disto, salienta que o “sistema não funciona”, visto que “é demasiado complexo”. No entanto, Ana Isa Meireles acrescenta que o comércio como o conhecemos hoje só é possível “graças a esta união económica e política” que nos dá direitos e protege. Joaquim Daniel Rodrigues completa que a UE “uniformiza os direitos” de cada um de nós nos vários países membros.

A representante do CIED tenta desmistificar a ideia que “a UE são uns senhores em Bruxelas”. Por isso, “para que o cidadão conheça os seus direitos”, inclusive o “direito de ser informado”, existe o CIED.

Este é o primeiro dos três cafés-debate, que têm o objetivo de dar a conhecer e tirar dúvidas sobre o propósito da União Europeia, bem como servir de plataforma para a troca de ideias, histórias e testemunhos relacionados com o tema.