A votação realiza-se após as eleições legislativas de outubro. A penhora das contas da Câmara está em vias de resolução.

O presidente da Câmara de Braga anunciou, esta segunda-feira, a concretização de um referendo local para que sejam os munícipes a decidir se o Estádio Municipal de Braga deve ser vendido. Em conferência de imprensa, o autarca disse também que as contas da Câmara ainda estão penhoradas, mas que estão criadas condições para a questão se resolver “num futuro próximo”.

O referendo ocorre depois das eleições legislativas. À RUM, Rio justifica: “Julgamos que como não constava do nosso programa eleitoral, ao contrário da alienação da Fábrica Confiança, uma decisão desta natureza carece de legitimação política e de legitimação democrática. É assim que nós respeitamos também o voto de quem em nós confiou a gestão da autarquia”.

Por outro lado, os vereadores do Partido Socialista e da CDU opõem-se à existência de um referendo para a alienação do estádio. Artur Feio, do PS, acredita que os bracarenses não deviam intervir numa “decisão política”. Carlos Almeida, da CDU, refere que mesmo que os habitantes concordem com a alienação, o município “não vai encontrar uma solução financeira”.

Ricardo Rio disse que o estádio custou muito aos cofres de Braga. As obras custaram 65 milhões, mas a fatura já vai em mais de 165 milhões e pode chegar aos 185 milhões de euros.

A penhora das contas bancárias municipais, a pedido do consórcio ASSOC de Braga e da empresa Soares da Costa, é vista pelo autarca como “a gota de água” e a possível negação dos habitantes à venda do Estádio como uma “derrota política”.

Segundo Ricardo Rio, a Câmara de Braga e o consórcio estabeleceram um acordo com uma instituição financeira para se liquidar a dívida de quatro milhões de euros e o pagamento da penhora, entre 2019 e 2020. O autarca acredita que a penhora seja levantada nos próximos dias.

O Sporting Clube de Braga pode usufruir do estádio até 2030. Caso os bracarenses sejam a favor da venda, o autarca prevê que o valor adquirido seja investido na requalificação do Estádio 1° de Maio, antigo estádio do clube. O presidente toma como possibilidade que o 1º de Maio volte “a ser a casa” do clube minhoto.