Na última noite de sábado, a banda portuguesa alternativa Dead Men Talking apresentou um espetáculo denotado de diferentes vertentes artísticas, aliando a música à imagem.

Dead Men Talking subiu este sábado ao palco do pequeno auditório do Theatro Circo. “Place Without Answers” é o título do segundo disco de originais da banda portuguesa que se apresentou num verdadeiro live-act interativo.

Os três músicos entraram e nada mais se escutou para além de um frenezim musical que uniu variados géneros como eletrónica, experimental, industrial e pós-rock. Do início ao fim, cumpriram com o objetivo de envolver o público numa experiência que conjugou os vários estilos musicais com uma narrativa multimédia.

Entre os diversos momentos musicais, a plateia, dispersa pela sala, gritou e aplaudiu. Os olhares não se distraíram uma única vez. Fixos num tule branco montado no palco, quase relembrando uma tela, por entre um jogo de luzes e cores, foi possível observar um conjunto de figuras que se movimentaram ao som da atuação. O convite que feito às pessoas ali presentes passou pela ideia de se deixarem imergir num mundo de dúvidas e momentos, exemplificados por uma imagética de perseguição e fraseados por diálogos e monólogos duros, numa simulada jornada que pareceu não ter fim.

Márcio Alfama, André Batista, João Vítor Costeira e Helder Braga, juntamente com Miguel Ogoshi, Nuno Cabrita e Sofia Sousa esforçaram-se para que nada falhasse entre a música, os sons ambiente, as instalações, imagens e filmes.

O público pediu mais uma, mas a banda não obedeceu. Dead Men Talking brindou e despediu-se da plateia que se levantou para aplaudir e agradecer o espetáculo.