“Os condenados de Shawshank”, lançado em 1994, é um clássico escrito e dirigido por Frank Darabont. Passados tantos anos poderíamos acabar por desvalorizar um pouco a qualidade deste filme, mas não é o caso. Estamos perante uma história tocante, por vezes inesperada, mas que sobretudo nos deixa presos e mesmo afeiçoados às personagens.

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Andy Dufrescne (Tim Robbins) representa a personagem principal, um antigo banqueiro casado e com a vida bem encaminhada. Como o próprio refere a dada altura do filme, o azar anda por aí e por vezes calha de acertar em alguém. Foi o que lhe aconteceu. A sua esposa e o respetivo amante foram encontrados mortos num dia em que, por acaso, o casal tivera uma discussão acesa. Tudo aponta para Andy que, como tal, foi condenado com duas sentenças perpétuas. Este é o início de uma história que gira em torno de um homem inocente a pagar por algo que não fez.

No primeiro dia na prisão, os prisioneiros que já lá estavam há algum tempo fizeram, como de costume, as suas apostas sobre os novatos. Apostaram em quem seria o primeiro a desatar a chorar durante a primeira terrível noite. Red (Morgan Freeman) apostou em Andy, até porque não teve uma muito boa primeira impressão dele, mas rapidamente percebeu que estava errado.

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Os dois começam a estabelecer mais contacto entre si e iniciam a construção de uma boa amizade. Os atores enquanto personagens apresentam uma forma de ser especial e caraterística, que rapidamente encanta e prende o espetador. Andy é muito calmo, inteligente e esperançoso em relação à vida. Red é o homem que arranja tudo dentro da prisão, com os pés mais assentes na terra, muito inteligente e com uma maturidade notável. Para além disso, o filme é narrado por este personagem. Temos sempre o seu ponto de vista, o que, na minha opinião, funciona de uma maneira incrível!

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Ao longo da história, Andy vai ganhando importância dentro da prisão e joga com isso a favor de todos. De tantas coisas que poderia pedir em troca em algumas situações, pede, em uma delas, algo tão simples como uma cerveja para cada um dos colegas que estive algum tempo a trabalhar consigo no exterior. Ele não bebia, mas ficava sentado a observar, com um grande sorriso, os seus colegas e isto era o suficiente para se sentir mais feliz e um pouco mais normal.

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Como esta, houve outras situações: um dia decidiu aproveitar um deslize de um guarda e colocou uma música a dar em todo o recinto. Foi castigado por isso, mas como Red descreveu, “Foi como se um pássaro lindo entrasse na nossa jaula e fizesse desaparecer aquelas muralhas. E por um brevíssimo momento, todos os homens de Shawshank se sentiram livres”. Brooks era um senhor já de idade que tratava dos livros na prisão, teve lá cerca de 50 anos. Habituou-se de tal forma a viver naquele meio que, quando lhe deram a liberdade, ficou aterrorizado. Saiu, mas acabou, infelizmente, por se suicidar.

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Como já referi anteriormente, há vários momentos que são inesperados. Exemplo disso é quando, já perto do fim, descobrimos que Andy andara a preparar uma fuga da prisão. A sua inteligência surpreende-nos sempre ao longo de toda a história.

A minha opinião relativamente ao elenco é muito positiva, apesar de haver um foco em duas das personagens, não impede que outros brilhem. Com uma trilha sonora bastante boa, tem também várias mensagens que nos colocam a refletir. “Os condenado de Shawshank” aborda vários temas ainda presentes na atualidade, sendo assim muito enriquecedora a sua visualização e tornando-o, deste modo, um dos melhores filmes de todos os tempos.