Camilo de Oliveira faleceu há três anos, no dia 2 de julho. Descendente de uma família de artistas, o intérprete nasceu, curiosamente, numa sala de espetáculos, no dia 23 de julho de 1924. Talvez o destino estivesse já traçado, tanto que começou desde muito cedo a trabalhar, por volta dos cinco anos. Um excelente ator que se dedicou ao que mais gostava e que marcou, sem dúvida, várias gerações.

O ator, encenador e argumentista português tornou-se especialmente conhecido através da televisão, com passagem pela RTP e pela SIC. Muitos foram os programas, séries e filmes em que participou e com os quais obteve grande êxito. São exemplos de sucesso alguns programas com o nome próprio do artista, tais como: Camilo, o Pendura (RTP, 2002), Camilo em Sarilhos (SIC, 2005-2006) e Camilo, o Presidente (SIC, 2009-2010).

Também no teatro teve grandes êxitos como em Alto Lá Com Elas (1970), As Coisas Que Um Padre Faz (1976) e Aldeia da Roupa Suja (1978). Entre 1951 e 2008 fez ainda 47 revistas à portuguesa.

Camilo era descrito por vários amigos e colegas como um grande profissional, perfecionista e rigoroso, fosse com o próprio trabalho ou com o de todos os que o rodeavam. Para além disto, era ainda considerado um mestre que valorizava imenso o respeito pelo público.

Com uma carreira dirigida para a comédia, Camilo de Oliveira dedicou-se durante 70 anos a fazer os outros rir. Três anos após a morte deste grande intérprete português, recordamos o “mestre” com um grande sorriso e saudade.