Renovação do Complexo Desportivo da Rodovia fez, no passado sábado, um ano. Requalificação aumentou polivalência do Parque.

A alteração feita no Complexo Desportivo da Rodovia trouxe a Braga mais um espaço de qualidade. Feito, no passado dia 24, um ano da sua requalificação e ampliação, é mais do que visível o impacto positivo das novas valências do Parque. Em contacto permanente com a Natureza, pela zona ribeirinha do rio Este, tornou-se um espaço familiar, abrangente a outras modalidades, artístico, mais seguro e saudável.

Com as obras de renovação vieram também novos recintos, alargando desse modo o leque de modalidades possíveis a praticar. Além da renovação dos campos de relva sintética, criaram-se, ainda, novos campos de voleibol, futebol de praia e basquetebol. A juntar ainda um parque infantil, um geriátrico, um de street workout, novas travessias pedonais e cicláveis, uma parede de escalada, um skate park, um circuito de manutenção física e pequenos “teatros” ao ar livre disponíveis para eventos.

Após um ano da sua reinauguração, o parque da Rodovia tornou-se parte do quotidiano de muitos cidadãos. Situado a poucos metros da Universidade do Minho, o parque faz parte da vida de alguns estudantes, como é o caso de Ana Sentieiro. A estudante da academia minhota aproveita os dias de sol para andar sobre rodas. A jovem de 19 anos, que veio sozinha de Santarém para o Minho há cerca de um ano, mostra-se bastante satisfeita com o skate park, que a ajuda também a passar o tempo.

“O parque é bastante versátil, várias preferências de material, espaços reservados aos vários estilos. É engraçado porque junta pessoas de todas as faixas etárias, modalidades e espíritos”, enalteceu Ana. Contudo, a estudante avisa que é necessário a pista ser alvo de algumas renovações daqui para a frente, pois corre o risco de perder as suas mais valias. “A pista é recente e o skate rola super bem, mas, com o tempo, a utilização e a chuva, poderá vir a perder qualidade.”

Tiago Couto e João Oliveira são dois apaixonados por futebol. O primeiro manifesta o agrado de ter os campos de futebol de praia. “A areia permite explorar outras coisas que a relva não possibilita. É diferente, aleija menos quando tentamos outros movimentos”, rematou Tiago em jeito de brincadeira. Por sua vez, João destaca a afluência. “Os campos costumam ter sempre gente, e cada vez mais estrangeiros, com especial incidência na comunidade brasileira. A dinâmica que existe é bastante agradável, a bola não pára”, fechou o jovem de 20 anos. A afluência de estrangeiros no Parque é uma das consequências dos protocolos da Universidade do Minho e de Braga com o Brasil.

Cristina Pereira aproveita a ciclovia para ir dar uns passeios de bicicleta com a filha de três anos. “Ela adora, encontra sempre outras crianças da idade dela. A segurança que o espaço dá e a liberdade para ela (a filha) brincar, torna o parque um dos locais prediletos para os momentos de lazer.” A mãe deixa ainda uma sugestão, “com o número de crianças que frequenta o parque, justificava uma área infantil maior, à semelhança com o parque infantil do Bom Jesus.”