Aulas arrancam esta sexta-feira. A Escola Sá de Miranda propõe ensino totalmente em inglês.

A Escola Secundária Sá de Miranda decidiu implementar, este ano letivo, um projeto integrador ao nível do 7.º ano de escolaridade, uma turma CLIL – Aprendizagem Integrada de Conteúdo e Língua. A iniciativa corresponde ao ensino dos conteúdos programáticos através de uma língua estrangeira, no caso o inglês.

De acordo com o site oficial do Agrupamento de Escolas Sá de Miranda, “o desafio cognitivo no CLIL é o facto de os alunos terem de interpretar conceitos, assim como a linguagem usada, para a construção de um significado.” No entanto, esta não é a primeira iniciativa europeia em que o agrupamento ingressa, visto que tem já experiência em projetos como Erasmus+ e eTwinning.

A coordenadora da iniciativa, Alexandra Guia, explicou que o projeto CLIL “nasceu da assunção da promoção de uma educação multicultural e multilinguística” e que, com ele, pretende-se “promover nos jovens o gosto pela aprendizagem de conteúdos curriculares das diferentes disciplinas através do uso de uma língua estrangeira”.

Por conseguinte, procura-se “aumentar a proficiência em língua inglesa e nos diferentes conteúdos explorados através dessa mesma língua”. Além disso, esclareceu que a abordagem CLIL pressupõe a integração de 4C’s – conteúdo, comunicação, cognição e cultura -, contando com seis ou sete disciplinas. “Serão lecionados dois a três conteúdos por disciplina e por ano em língua inglesa, o que significará 12 a 15 temas por ano”.

A proposta foi apresentada pela diretora do Agrupamento de Escolas Sá de Miranda, Antonieta Silva, durante a inauguração do ano letivo. A apresentação contou com a presença de 250 professores, valor que reflete todo o Agrupamento de Escolas Sá de Miranda – Escola Secundária Sá de Miranda, escolas básicas de Palmeira, Ortigueira, Dume, Bracara Augusta, Eira Velha, Coucinheiro, da Presa, de Pousada e de Crespos, e os jardins de infância de Adaúfe e de Santa Lucrécia.

Além desta abordagem de ensino, foi também divulgada a introdução da escola no Plano Nacional das Artes. O projeto governamental pretende “tornar as artes mais acessíveis aos cidadãos, em particular às crianças e aos jovens, através da comunidade educativa, promovendo a participação, fruição e criação cultural”.