No âmbito do evento “índex”, o Theatro Circo recebeu no palco principal duas performances: a primeira, uma colaboração entre Martin Messier e Yro, e a segunda, Michela Pelusio.

Esta quinta-feira à noite foi a vez do Theatro Circo acolher, no palco principal, o segundo eixo de programação do “índex”, Performance. O mesmo contou com duas performances visuais, “Ashes”, pelo artista canadiano Martin Messier e pelo artista francês Yro, e “SpaceTime Helix”, pela artista italiana Michela Pelusio.

O “índex” é um evento dedicado à relação entre arte e a tecnologia, que surge no contexto do programa da cidade de Braga enquanto Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts. O evento é dividido em três eixos de programação: Pensamento, Performance e Exposição.

“Ashes” foi o primeiro número a subir ao palco. O público estava expectante para a performance visual e sonora proporcionada pelos artistas canadiano e francês. A sala do teatro escureceu, a audiência silenciou-se e a atuação começou dentro da normalidade, com Martin Messier e Yro em palco a manusear os instrumentos de própria criação para controlar a imagem que passava na grande tela, no centro do palco, e o som que enchia a sala.

No entanto, um problema técnico ocorreu a meio da performance que tornou impossível os artistas continuarem. “Esta é a primeira vez que temos de cancelar uma performance”, afirmou o artista canadiano, após o público já ter abandonado a sala para dar oportunidade de o problema ser solucionado, porém, sem resultados. Ainda assim, ambos foram aplaudidos por todo o público.

Contudo, a noite continuou e foi a vez de Michela Pelusio ocupar o palco e os olhos dos espectadores com a performance “SpaceTime Helix”. Este número é constituído pela Helix que, por sua vez, é construída com uma placa de arduino. Uma consola, desenhada especificamente para esta performance, permite controlar manualmente as frequências de luz, cores e sons. Microfones ajudam a amplificar os sons acústicos da corda. Os impulsos de luz, frequência, rotação, velocidade e eletromagnetismo da hélice são amplificados usando diferentes sensores analógicos de luz e captadores.

A artista italiana conseguiu, durante a atuação, cativar o olhar do público, fazendo-o viajar nas cores e nos movimentos da rotativa corda. Os sons que envolviam a sala tornavam aquela viagem psicadélica ainda mais verdadeira. Quando a “viagem” terminou, Michela foi aplaudida de pé por um público satisfeito com a atuação.

O “índex” traz à cidade alguns dos principais nomes no cruzamento entre arte e tecnologia. Um total de 28 convidados, artistas e pensadores, provenientes de todas as partes do globo, juntam-se durante cinco dias para apresentar, a um vasto e diversificado público, diferentes manifestações artísticas, onde a tecnologia tem um papel estruturante.