Eram 18h30 quando o grupo musical entrou em cena. Foram apresentadas peças de Vivaldi, Grieg e Mendelssohn.

No passado dia 26 de outubro, sábado, a Camerata de Cordas da Universidade do Minho fez-se ouvir na Basílica dos Congregados. Como o próprio nome indica, este grupo é composto apenas por músicos especializados em tocar instrumentos de cordas e é coordenado pelo professor Miguel Simões.

Os sons ecoados nos tetos altos da Basílica trouxeram vários tons ao ambiente da sala. Aquilo que inicialmente aparentava vir a ser uma experiência melancólica para o ouvinte, rapidamente se transformou num tom de movimento, ação e drama. Foi uma apresentação de altos e baixos com momentos muito energéticos e outros que, apesar de sorridentes, eram também, de certa forma, calmantes.

Quanto ao lugar que deu palco ao concerto, a Basílica dos Congregados foi construída e benzida, na sua maioria, no século XVIII. O espaço atribuiu a acústica necessária para o evento. As decorações de cariz religiosa, a talha dourada e todos os detalhes próprios do barroco foram o plano de fundo para o concerto.

O público ouviu atentamente os sons provenientes das cordas durante cerca de 45 minutos. Entre os momentos definidos do recital, foi possível ouvir a satisfação da plateia. Várias foram as vezes em que os músicos aguardaram o fim das salvas de palmas prolongadas para retomar o toque dos instrumentos.

O espaço acumulou um grande grupo de ouvintes, todos agradados do início ao fim.